O engenheiro eletricista Ashton Hamed Ellaboudy, de 51 anos, foi preso nos Estados Unidos sob acusação de oferecer apoio aos houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen. A denúncia inclui a compra de materiais para explosivos caseiros e drones, além de uma viagem ao país, informou o Departamento de Justiça na quinta-feira (1º).
Morador de Richland, no estado de Washington, Ellaboudy trabalha para o Departamento de Energia dos Estados Unidos. Ele deve comparecer pela primeira vez à Justiça nesta sexta-feira (2). Os registros do tribunal não indicam um advogado habilitado a falar em nome dele.
Investigação do FBI
O FBI informou que Ellaboudy viajou ao Iêmen em setembro do ano passado. A suspeita é de que ele pretendesse ajudar os houthis a melhorar suas capacidades de comunicação. Durante a apuração, ele teria dito a informantes do FBI que precisou ser contrabandeado para entrar e sair do país e que esperava chegar a Sanaa para estabelecer contatos com autoridades, mas não conseguiu alcançar a capital.
Ao retornar aos Estados Unidos, Ellaboudy afirmou a agentes de Alfândega e Proteção de Fronteiras que vinha de Omã em uma viagem de trabalho. Ele também teria dito que integrava uma missão do governo americano para inspecionar sistemas de defesa contra mísseis. O supervisor negou ter conhecimento de qualquer viagem internacional ou de um programa do Departamento de Energia com essa finalidade.
A investigação começou após a identificação de compras de acetona, bissulfato de sódio e peças para drones. As substâncias são frequentemente usadas na fabricação de explosivos improvisados. Ellaboudy também teria conversado com informantes, incluindo um homem que se apresentava como “coronel houthi”, oferecendo orientação sobre equipamentos de comunicação.
A acusação se baseia na lei que criminaliza o fornecimento de “apoio material” a grupos classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras. Os houthis estão incluídos nessa categoria. O conflito no Iêmen começou em 2014, quando os rebeldes tomaram Sanaa e forçaram o governo a se exilar na Arábia Saudita.








