SANA’A — Um bombardeio atribuído à Arábia Saudita atingiu a área próxima ao Hospital Materno-Infantil Al Sabin, em Sana’a, e causou danos graves à unidade, informou o Ministério da Saúde ligado aos houthis. O ataque ocorreu ao meio-dia, quando o hospital estava lotado de pacientes. Não foi divulgado um balanço específico de mortos ou feridos nesse episódio.
O ministério afirmou que os ataques atribuídos à Arábia Saudita deixaram 72 civis mortos e 125 feridos desde 3 de setembro. O período considerado vai até este sábado. A pasta classificou o ataque contra a unidade de saúde como uma violação do direito internacional humanitário. “Atacar hospitais e instalações de saúde constitui uma violação flagrante do direito internacional humanitário”, declarou.
Versões sobre os alvos
Autoridades de Aden, aliadas da Arábia Saudita, confirmaram a realização de uma ação contra alvos militares na capital, mas não informaram quais locais foram atingidos nem comentaram os danos relatados no hospital. Fontes locais afirmaram que parte dos bombardeios alcançou o Palácio Presidencial de Sana’a, um centro de poder dos houthis.
Yahya Sari, porta-voz militar do grupo, disse que a ofensiva saudita incluiu 60 ataques aéreos e com mísseis nas 24 horas anteriores. Conforme o comunicado, aviões F-15 e Typhoon atingiram as províncias de Sana’a, Saada, Taiz, Hajjah e Marib.
A situação ocorre em meio à redução da assistência médica no Iêmen. Desde 2015, até 55% dos serviços de saúde do país tiveram de fechar, e os bombardeios também afetaram o abastecimento de medicamentos.
A escalada começou depois que os houthis lançaram, em 3 de setembro, uma ofensiva nas províncias de Taiz e Hodeida. O grupo avançou sobre a cidade portuária de Mocha e áreas próximas ao Estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica para o comércio marítimo mundial no Mar Vermelho.









