Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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EUA enviam até 200 militares para apoiar operações sauditas contra houthis

Militares americanos fornecem inteligência geoespacial e apoio estratégico, mas não participam diretamente dos ataques no Iêmen.

EUA enviam até 200 militares para apoiar operações sauditas contra houthis
Foto: Divulgação/AFP

Até 200 militares dos Estados Unidos estão na Arábia Saudita para fornecer inteligência e apoio estratégico à definição de alvos contra os houthis no Iêmen, grupo apoiado pelo Irã. A atuação ocorre por meio de um comando conjunto criado nas últimas semanas, em meio a sinais de aumento do apoio iraniano aos ataques contra a Arábia Saudita.

Cinco fontes familiarizadas com as operações descreveram a presença das tropas americanas. Um oficial dos EUA estimou o contingente em cerca de 200 soldados, enquanto outras informações indicam mais de 100 conselheiros militares envolvidos na cooperação.

Os Estados Unidos compartilham inteligência geoespacial e auxiliam os sauditas no uso de uma ferramenta de monitoramento em tempo real do campo de batalha. A tecnologia permite acompanhar imediatamente o cenário de combate e é comparável ao sistema Project Maven, utilizado pelo Pentágono.

O apoio, porém, está sujeito a limites. Os americanos não participam diretamente dos ataques e suspenderam o reabastecimento de aviões sauditas e o suporte operacional oferecido em conflitos anteriores contra os houthis. O objetivo atual é apoiar o funcionamento das operações sauditas e ampliar a cooperação e o treinamento mantidos historicamente entre os dois países.

Combates e risco de expansão

Os combates no Iêmen chegaram ao momento mais crítico desde 2022, com o rompimento de uma trégua entre os houthis e o governo apoiado pela Arábia Saudita. Na quinta-feira, 10, o grupo intensificou a ofensiva com um ataque que matou dezenas de civis na Arábia Saudita e capturou um porto estratégico no Mar Vermelho. A ação ameaça a navegação no estreito de Bab al-Mandeb.

Autoridades americanas estimam que centenas de oficiais da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã estejam no Iêmen ao lado dos houthis. O objetivo seria fechar o Estreito de Bab al-Mandeb, rota que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico, como parte de uma estratégia econômica planejada pelo Irã para o caso de fracasso nas negociações com os Estados Unidos.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou recentemente que a inteligência dos EUA relaciona a Guarda Revolucionária Islâmica aos ataques houthis contra a infraestrutura energética saudita.

As forças americanas também mantêm operações no Estreito de Ormuz, com ataques contra alvos iranianos, escolta de navios comerciais e bloqueio naval de portos do Irã. Após mais de seis meses de combates no Irã, os militares enfrentam ataques com mísseis e drones, deslocamentos prolongados e preocupações com munições.

O Departamento de Defesa informou que não comenta assuntos relacionados à inteligência. A cautela americana em relação à campanha saudita decorre do risco de falhas operacionais e de novas vítimas civis, em razão de experiências anteriores durante os governos de Barack Obama e do primeiro mandato de Donald Trump.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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