Londrina, Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Quem não precisa votar e como justificar a ausência nas eleições

Jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e analfabetos têm voto facultativo no Brasil.

Quem não precisa votar e como justificar a ausência nas eleições

Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (4) para escolher o Presidente da República, governadores, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. A pesquisa Nexus/BTG mais recente aponta que 3% dos 2.009 eleitores entrevistados não pretendem comparecer às urnas.

A ausência tem peso no resultado eleitoral. Em 2022, quase 33 milhões de eleitores não participaram do primeiro turno, o equivalente a 20,95% do eleitorado daquele pleito.

Quem não é obrigado a votar

A legislação brasileira permite que alguns grupos decidam se vão ou não votar. Estão nessa situação os jovens de 16 e 17 anos, os eleitores com 70 anos ou mais e as pessoas analfabetas. Em 2026, o país tem cerca de 1,6 milhão de eleitores entre 16 e 17 anos e quase 17 milhões acima de 70.

Para os demais eleitores, o comparecimento é obrigatório. Quem não votar deve observar as regras eleitorais para justificar a ausência.

Como funciona a escolha

Presidente e governadores são definidos pelo sistema majoritário. Para vencer no primeiro turno, é necessário alcançar mais da metade dos votos válidos. Se isso não ocorrer, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno.

Na eleição para o Senado, também é aplicado o sistema majoritário. Como duas vagas por Estado estão em disputa neste ano, serão eleitos os dois candidatos que receberem mais votos. Já a escolha de deputados federais, estaduais e distritais segue o sistema proporcional.

A decisão sobre votar ou não votar é acompanhada de uma reflexão sobre os candidatos. Em entrevista concedida em 2018, Carlos Alberto Torno, conhecido como seu Betinho, afirmou: “É muito importante participarmos, apesar de toda essa corrupção e do dinheiro desviado da Petrobrás”.

Morador de Catiguá, no interior de São Paulo, ele participou das eleições até morrer, aos 86 anos, mesmo quando já não era obrigado a comparecer. Também defendia que os eleitores conhecessem as propostas, o histórico e as companhias dos candidatos antes de escolher.

A orientação para quem ainda não decidiu é pesquisar os concorrentes, verificar seus números e preparar a colinha. O voto facultativo permite a ausência, mas a escolha de participar ou não deve ser feita de forma consciente.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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