Os advogados de Christa Pike informaram nesta sexta-feira (2) que a condenada continua inconsciente e respirando com o auxílio de um ventilador mecânico, mais de um dia depois de uma tentativa malsucedida de execução. Ela permanece internada, enquanto a equipe médica tenta preservar sua vida e eliminar o pentobarbital do organismo.
A defesa apresentou documentos a um juiz para pedir a preservação de todas as provas relacionadas ao procedimento. Conforme o pedido, na noite desta quinta-feira (1º), Pike estava “intubada, conectada a um ventilador mecânico e permanecia inconsciente”.
Os advogados também relataram lesões nos braços da condenada, descritos como inchados, queimados e cobertos de bolhas. O documento afirma que a equipe responsável pelo acesso intravenoso precisou fazer pelo menos sete tentativas para inserir uma agulha e alcançar uma veia. Em uma delas, segundo a defesa, a agulha entortou em um ângulo de 90 graus ao ser retirada do braço de Pike.
A equipe jurídica sustenta que as dificuldades já eram esperadas antes da execução. Os advogados dizem ter alertado que condições de saúde da condenada, incluindo veias pequenas, poderiam elevar os riscos do método adotado.
“Estamos trabalhando em estreita colaboração com as pessoas mais próximas de Christa para respeitar seus desejos, preservar sua privacidade e proteger seus direitos como paciente durante este momento extremamente difícil”, declararam Stephen Ferrell e Luke Ihnen. Eles também pediram respeito à privacidade de Pike.
Após as tentativas de encontrar uma veia, os médicos teriam levado quase uma hora para obter o acesso necessário e administrar o pentobarbital. Jornalistas que acompanhavam o procedimento afirmaram ter ouvido Christa “roncar”.
Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em 1995, quando Christa tinha 18 anos. O crime envolveu a gravação de um pentagrama no corpo da vítima enquanto ela ainda estava viva. Após torturar e matar Colleen, Pike teria retirado um pedaço do crânio da colega e o exibido como “lembrança”. Se a execução fosse concluída, ela seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.






