Christa Pike permanece internada, intubada e em estado crítico após sobreviver a uma tentativa de execução no Tennessee, nos Estados Unidos. A atualização foi divulgada pelo advogado Stephen Ferrell neste domingo (4). Segundo ele, a detenta pode não se recuperar completamente e ainda não há previsão sobre seu estado de saúde a longo prazo.
Pike está no hospital desde quarta-feira (30), quando recebeu duas doses de pentobarbital durante o procedimento. Ferrell disse que ainda não conseguiu falar com a cliente desde a hospitalização e que o quarto onde ela está internada permanece sob vigilância. “Ainda não sabemos o prognóstico e talvez só o saibamos daqui a alguns dias”, declarou.
O advogado também afirmou que o Gabinete do Procurador-Geral do Tennessee não informou se pretende marcar uma nova execução. Para Ferrell, o governador Bill Lee deveria transformar a pena de morte em, no mínimo, prisão perpétua. Lee suspendeu as execuções no estado pelo restante do ano e determinou uma investigação independente sobre o procedimento.
Falhas durante o procedimento
A execução estava marcada para as 10h, mas foi suspensa por um tribunal uma hora antes. A decisão acabou derrubada pela Suprema Corte estadunidense. Mais tarde, Pike foi levada à câmara de execução presa a uma maca. A sessão foi retomada às 19h27, e a segunda dose foi aplicada por volta das 20h26. Ela continuou viva até o microfone ser desligado, às 20h53, e depois foi transportada de ambulância para um hospital.
Em documento apresentado pela defesa, os advogados relataram que os braços da detenta estavam inchados, queimados e com bolhas quando ela chegou à unidade de saúde. A defesa afirmou ainda que sete agulhas foram inseridas durante a tentativa.
Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em 1995. Na época do crime, Christa tinha 18 anos. A vítima tinha um pentagrama gravado no corpo, entre outros elementos associados a cultos satânicos. Se a execução fosse concluída, Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.







