TENNESSEE — Christa Pike permanece inconsciente e conectada a um respirador quatro dias depois de uma tentativa fracassada de execução. A informação foi divulgada neste domingo, 4, pelo advogado Stephen Ferrell, que afirmou que o prognóstico médico ainda pode levar dias para ser definido.
Pike está internada sob custódia policial, enquanto médicos tentam retirar do organismo a dose maciça do barbitúrico pentobarbital aplicada durante a execução. O procedimento ocorreu na noite de quarta-feira, 30, quando as autoridades penitenciárias do Tennessee administraram duas doses da substância.
Questionado sobre uma possível recuperação de consciência após a tentativa, Ferrell respondeu: “Não que eu saiba”. O pentobarbital não provocou a morte de Pike. Seus advogados, porém, relataram que ela sofreu queimaduras e ficou com bolhas nos braços por causa da causticidade da substância.
Privacidade e decisões médicas
Segundo Ferrell, Pike concedeu uma procuração médica a uma pessoa responsável por preservar sua privacidade. O advogado disse não saber exatamente quais orientações foram transmitidas a essa pessoa. A defesa não informou quem foi encarregado de tomar as decisões médicas.
Em nota divulgada na manhã deste domingo, uma porta-voz da equipe jurídica agradeceu o respeito à privacidade de Pike e afirmou que esse é um direito garantido por lei.
Pike tem 50 anos. Ela tinha 18 quando torturou e matou a colega de classe Colleen Slemmer, em 1995, com a participação do namorado, durante uma crise de ciúmes. Condenada à morte, tornou-se uma das mulheres mais jovens a receber essa sentença.







