Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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China critica capacidade ofensiva dos EUA colocada em órbita

Pequim pediu que Washington interrompa a ampliação de recursos militares e os preparativos para uma eventual guerra no espaço.

China critica capacidade ofensiva dos EUA colocada em órbita
Foto: Adobe Stock

A China pediu nesta terça-feira, 15, que os Estados Unidos interrompam a ampliação de suas capacidades militares no espaço e os preparativos para uma eventual guerra nessa área. A manifestação ocorreu um dia depois de a Força Espacial americana confirmar que colocou uma arma em órbita pela primeira vez.

“Pedimos que o lado americano pare de ampliar suas capacidades militares e de se preparar para a guerra no espaço sideral”, disse Gou Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

A chancelaria chinesa criticou a militarização do espaço sideral e afirmou que ela pode transformar a região em um campo de batalha e provocar uma corrida armamentista. China e Estados Unidos disputam a ampliação de sua presença estratégica no espaço e são rivais geopolíticos.

Capacidade americana

A Força Espacial dos EUA informou na segunda-feira, 14, que colocou em órbita armas de controle espacial capazes de se defender contra ações hostis de adversários. O secretário da Força Aérea, Troy Meink, não informou qual é o tipo de armamento nem explicou como ele funciona.

A Força Espacial citou China e Rússia como ameaças e afirmou que os dois países desenvolvem tecnologias para operações espaciais e contra satélites. Um funcionário americano disse, sob condição de anonimato, que a capacidade pode incluir a destruição de um satélite inimigo usado para atacar tropas ou equipamentos dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos também desenvolvem uma rede de mísseis baseados no espaço para integrar o futuro sistema de defesa antimísseis Golden Dome, chamado de Domo de Ouro. Meink afirmou que o anúncio é importante “do ponto de vista da dissuasão” e que a arma deve proteger as forças americanas contra ações hostis.

Disputa entre potências

A Força Espacial americana declarou que a China desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de sua modernização militar. Sobre a Rússia, afirmou que Moscou considera o espaço um domínio de combate e vê a supremacia espacial como fator decisivo em conflitos futuros.

A disputa militar no espaço começou a ganhar força depois do lançamento do Sputnik, primeiro satélite artificial do mundo, pela União Soviética em 1957. Estados Unidos e Moscou passaram a desenvolver tecnologias para equipar e destruir satélites.

Em 1967, Estados Unidos, União Soviética e outros países assinaram o Tratado do Espaço Sideral, que proíbe armas de destruição em massa em órbita, mas não impede todas as atividades militares no espaço. Nas últimas décadas, Estados Unidos, Rússia, China e Índia desenvolveram recursos para interferir ou atacar satélites usados em comunicações militares, vigilância e navegação.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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