A confirmação de que o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Switch 2 terá diálogos e histórias mais aprofundadas reacendeu a possibilidade de a Nintendo revisar pontos mal explicados da cronologia da série. Entre as principais questões estão a origem da linha do tempo em que o Herói do Tempo é derrotado e a possível reunião das realidades antes de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom.
A discussão existe porque Ocarina of Time ocupa uma posição central na história da franquia. O jogo apresenta viagens no tempo e mostra a princesa Zelda enviando o Herói do Tempo de volta à infância. Depois disso, a cronologia oficial divulgada pela Nintendo passa a seguir três caminhos diferentes.
A divisão criada por Ocarina of Time
Uma das linhas considera a realidade em que o Herói do Tempo adulto deixa de existir. Outra acompanha o retorno de Link à infância, quando ele muda o futuro e continua sua jornada. A terceira, porém, é explicada pela derrota do herói, embora o jogo trate a morte de Link como um game over, e não como um desfecho narrativo com consequências próprias.
A existência dessa terceira possibilidade levanta uma dúvida: se a derrota do herói pode criar uma realidade independente, por que mortes de Link em outros jogos não produzem novas ramificações? A explicação oficial nunca resolveu completamente essa questão no jogo original, em outros títulos, em entrevistas ou em materiais divulgados pela Nintendo.
Uma teoria apresentada para preencher essa lacuna considera que a realidade em que Link perde seria a linha do tempo original. Nela, o jovem herói retiraria a Master Sword, permitiria que Ganondorf tomasse a Triforce do Poder e seria morto antes de conseguir enfrentar o inimigo em condições de vitória. Ganon, então, dominaria o mundo.
Essa sequência levaria aos acontecimentos de A Link to the Past. Nesse jogo, outro Link derrota Ganon e usa a Triforce para desfazer os danos causados pelo vilão. A teoria relaciona esse desejo às cenas finais em que personagens mortos, como o rei de Hyrule e o tio do herói, aparecem vivos.
A partir dessa interpretação, Rauru teria recebido uma visão do futuro destruído e decidido proteger Link depois da retirada da Master Sword. A proteção permitiria que o herói amadurecesse e adquirisse força para vencer Ganondorf, criando as outras duas linhas do tempo. O remake poderia desenvolver essa ideia com novos diálogos do sábio no Templo do Tempo.
O possível reencontro das realidades
Outro ponto envolve a situação de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. A Nintendo estabelece que os jogos se passam em um período tão distante que os acontecimentos anteriores teriam ocorrido antes deles. Isso abre a possibilidade de que as três linhas tenham se reunido, apesar de seus eventos alterarem o mundo de maneiras diferentes.
Uma solução seria ampliar a história depois dos créditos do remake, em um conteúdo ambientado na linha em que Link voltou a ser criança, alguns anos após Majora’s Mask. Uma nova ameaça de Ganon levaria o Herói do Tempo a atravessar as realidades e ajudar diferentes versões dos heróis.
Ao final, uma batalha contra várias versões de Ganon poderia unir os mundos e estabelecer o período de prosperidade que antecede Breath of the Wild. A ideia, porém, envolveria revisitar personagens, armas, acessórios e acontecimentos de vários jogos, o que poderia resultar em uma produção maior do que uma expansão ou um conteúdo adicional.
Também existem rumores sobre uma futura remasterização de Majora’s Mask, embora isso não passe de boato. A sequência poderia funcionar como uma ligação entre o remake de Ocarina of Time e uma nova aventura dedicada a explicar a junção das linhas temporais. Essas possibilidades permanecem no campo das teorias; até agora, a confirmação da Nintendo se limita ao aprofundamento de falas e histórias no remake.







