O GAC GS4 Premium e o BYD Atto 2 GS custam R$ 169.990, mas ocupam posições diferentes no mercado. O modelo da GAC é um SUV médio com sistema híbrido pleno e dimensões maiores. O BYD, compacto e híbrido plug-in, é a versão mais equipada da linha e pode rodar até 75 km somente com eletricidade, conforme o padrão do Inmetro.
Dimensões e uso diário
O GS4 mede 4,68 metros de comprimento, 1,90 m de largura, 1,66 de altura e tem 2,75 m de distância entre eixos. O Atto 2 tem 4,33 m de comprimento, 1,83 m de largura, 1,67 de altura e entre-eixos de 2,62 m. Os dois contam com 16 cm de vão livre do solo.
A maior carroceria do GAC favorece o espaço geral. No banco traseiro, porém, o BYD oferece maior vão para as pernas, além de um assento mais largo. Ambos têm assoalho plano, e o banco do Atto 2 permite acomodar três adultos com nível de conforto considerado razoável na avaliação descrita.
A capacidade do porta-malas é semelhante: 450 litros no GS4 e 455 l no Atto 2. A medição do BYD é feita com água, enquanto o veículo traz um kit de reparos no lugar do estepe. O GAC informa o volume pelo método VDA, com blocos, e oferece estepe temporário.
Equipamentos e sistemas híbridos
Os dois SUVs têm controlador adaptativo de velocidade de cruzeiro, frenagem automática de emergência com detecção de pedestres, assistente de mudança de faixa, alerta de pontos cegos, farol alto automático, acionamento automático dos faróis e limpadores, ar-condicionado digital, chave presencial, botão de partida, banco do motorista com ajustes elétricos e revestimento interno que imita couro.
O GAC acrescenta bancos dianteiros com ventilação e aquecimento, tela de 7 polegadas para os instrumentos, central multimídia de 10,7 polegadas e rodas de liga-leve de 18 polegadas. No BYD, as rodas têm 17 polegadas, mas o SUV oferece ar-condicionado de duas zonas, teto panorâmico, central multimídia de 12,8 polegadas, tela de instrumentos de 8,8 polegadas, câmeras com visão em 360° e carregador de celular por indução.
O GS4 usa sistema híbrido pleno. Seu motor 2.0 a combustão, com injeção direta e ciclo Atkinson, entrega 140 cv e 18,3 kgfm. O motor elétrico produz 182 cv e 30,6 kgfm, enquanto a bateria tem 2,1 kWh. A potência combinada informada é de 235 cv. O câmbio é automático de duas marchas com transeixo, e a tração é dianteira.
No Atto 2, o sistema híbrido plug-in combina motor 1.5 a combustão, com injeção multiponto, e unidade elétrica. O motor a combustão gera 98 cv e 12,6 kgfm com gasolina ou etanol. O elétrico entrega 197 cv e 33,1 kgfm. Os números combinados são de 197 cv e 30,6 kgfm. A bateria tem 18 kWh, e a recarga é feita apenas em corrente alternada (AC). O câmbio tem uma marcha e a tração também é dianteira.
Consumo e desempenho
Os dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBVE), do Inmetro, mostram vantagem do BYD no consumo. Com gasolina, o Atto 2 registra 15,5 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada. Com etanol, as médias são de 11,8 km/l e 10,7 km/l, respectivamente. O GS4 marca 14,1 km/l no ciclo urbano e 11,8 km/l no rodoviário, sempre com gasolina.
No desempenho, o GAC informa aceleração de zero a 100 km/h em 7,5 s. Para o BYD, o dado oficial é de 8,5 s. Assim, o GS4 leva vantagem nesse indicador, enquanto o Atto 2 reúne menor porte, mais equipamentos, sistema flex e possibilidade de recarga diretamente na rede elétrica.
A escolha depende do uso. O GS4 atende melhor quem prioriza espaço e a presença de um estepe. O Atto 2 é mais adequado para quem busca um veículo menor para a rotina urbana e valoriza equipamentos adicionais, abastecimento com etanol e condução no modo totalmente elétrico.








