Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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STJ vai definir regra nacional para aluguel curto em condomínios

Tema repetitivo analisará se a finalidade residencial do condomínio basta para barrar locações por plataformas digitais.

STJ vai definir regra nacional para aluguel curto em condomínios

Uma decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) já considerou que a convenção de um condomínio não precisa proibir expressamente as locações de curta duração. Agora, a corte vai reexaminar a controvérsia em julgamento com efeito orientador para processos semelhantes em todo o país.

No Recurso Especial 2.121.055, a Segunda Seção entendeu que a destinação exclusivamente residencial das unidades pode ser suficiente para tornar incompatível a oferta de imóveis por períodos curtos ou muito curtos. Na mesma análise, o colegiado definiu que uma autorização para esse tipo de locação deve ser aprovada em assembleia por dois terços dos condôminos.

A nova discussão foi cadastrada como Tema 1.443 e será relatada pelo ministro Raul Araújo. Foram selecionados os Recursos Especiais 2.272.537 e 2.272.536 para tramitar sob o rito dos recursos repetitivos.

Processos ficam suspensos

Com a decisão, ficam paralisadas, em todo o país, as ações individuais e coletivas que tratam da locação de curta temporada em condomínios residenciais por plataformas digitais, como o Airbnb. A suspensão vale até o julgamento do tema.

O STJ deverá decidir se a previsão de uso exclusivamente residencial na convenção condominial já impede esse tipo de aluguel ou se é necessária uma proibição explícita no documento.

A tese definida deverá ser seguida por juízes e tribunais em casos semelhantes, conforme o artigo 927, inciso III, do Código de Processo Civil (CPC). A medida também permitirá consolidar uma orientação vinculante para os processos relacionados à questão.

Motivo do julgamento repetitivo

Ao defender a análise do tema, Raul Araújo afirmou que a definição de um precedente qualificado pode ampliar a segurança jurídica e evitar decisões diferentes em disputas envolvendo o Airbnb e outras plataformas. A Comissão Gestora de Precedentes, Jurisprudência e Ações Coletivas (Cogepac) identificou 50 decisões monocráticas e acórdãos sobre a controvérsia no STJ.

O rito dos recursos repetitivos, previsto nos artigos 1.036 e seguintes do CPC, é usado quando várias ações apresentam a mesma questão jurídica. O tribunal escolhe processos representativos, fixa uma tese e orienta o julgamento dos demais casos, com o objetivo de reduzir conflitos de entendimento, acelerar a tramitação e aumentar a previsibilidade jurídica.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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