Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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MP junto ao TCU pede suspensão do reajuste de 15% no Bolsa Família

Representação questiona previsão orçamentária e impacto financeiro do aumento, ainda sem análise de admissibilidade pelo TCU.

MP junto ao TCU pede suspensão do reajuste de 15% no Bolsa Família
Foto: Rafael Lambert Zart/Agência Brasil

O Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas da União pediu a suspensão do decreto que elevou em 15% o valor do Bolsa Família. A medida foi solicitada por meio de representação apresentada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, a 17 dias do primeiro turno eleitoral.

O pedido de cautelar questiona a existência de previsão e adequação orçamentário-financeira para o reajuste. Furtado também aponta possível ausência ou insuficiência de estimativa sobre o impacto da despesa para os cofres públicos.

Justificativa do governo

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste não provocará aumento de gastos para o governo. Segundo ele, a medida será viabilizada pelo deslocamento de sobras de recursos de outras rubricas.

Na representação, Furtado classifica a iniciativa como uma política fiscal expansionista “à revelia” da lei orçamentária. Para o subprocurador-geral, a suspensão seria necessária para preservar a utilidade do processo e evitar uma possível lesão irreversível ao patrimônio público e à ordem jurídica.

O Tribunal de Contas da União ainda não se manifestou sobre o pedido. Antes de uma eventual análise do mérito, a representação precisa passar pela verificação dos requisitos de admissibilidade previstos no regimento da Corte.

Essa etapa considera se há indícios de irregularidades que justifiquem o prosseguimento do caso. Até a manifestação do TCU, não há decisão sobre a suspensão do decreto nem sobre os questionamentos relacionados ao orçamento e ao impacto financeiro do reajuste.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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