Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Brasil

TJMG leva delegada a júri por quatro tentativas de homicídio

Monah Zein também responderá por resistência; decisão da 7ª Câmara Criminal reformou sentença de primeira instância.

TJMG leva delegada a júri por quatro tentativas de homicídio

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, por unanimidade, que a delegada Monah Zein será julgada pelo Tribunal do Júri por quatro tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). A 7ª Câmara Criminal também determinou que ela responda por resistência.

A decisão reformou integralmente o entendimento da primeira instância. Em julho de 2025, a Justiça havia decidido não encaminhar ao júri as acusações de tentativa de homicídio contra três policiais. Em relação ao quarto agente, o caso tinha sido classificado como crime a ser analisado pela Justiça comum. O Ministério Público recorreu.

Ocorrência em Belo Horizonte

O caso ocorreu em novembro de 2023, no apartamento de Monah Zein, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Equipes da Polícia Civil foram acionadas depois que mensagens enviadas pela delegada em um grupo corporativo indicaram possível risco de suicídio.

Antes da chegada da CORE, estiveram no endereço equipes da Patrulha Unificada Metropolitana de Apoio (PUMA), do Hospital da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Conforme o processo, a negociação se estendeu por mais de 30 horas.

Durante a ocorrência, a delegada teria deixado o apartamento armada e apontado uma pistola para os policiais. De acordo com a denúncia, ela teria atirado contra o negociador Cleiton Alves da Silva, que estava desarmado. O disparo atingiu a parede próxima à cabeça dele. Depois, outros três tiros teriam sido feitos contra integrantes da equipe, sem atingir nenhum policial.

Análise do tribunal

O TJMG considerou que documentos, laudos periciais, relatórios policiais e registros audiovisuais comprovam a ocorrência dos disparos. O relator, desembargador Paulo Calmon Nogueira da Gama, avaliou ainda que existem indícios suficientes de que Monah possa ter atirado com intenção de matar.

A decisão não representa condenação. Nesta fase, os desembargadores verificam apenas se há provas e indícios para levar o caso ao Tribunal do Júri. Caberá aos jurados decidir sobre a intenção da acusada e sua responsabilidade pelos fatos.

A defesa dos quatro policiais, representada pelo advogado Tiago Lenoir, considerou correta a decisão. A data do julgamento ainda não foi definida.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5