Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Diarista acusada de matar casal em Belo Horizonte será submetida a perícia psiquiátrica

Exame foi determinado pela Justiça após pedido da defesa e vai avaliar a capacidade mental da acusada na época dos crimes.

Diarista acusada de matar casal em Belo Horizonte será submetida a perícia psiquiátrica

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, será submetida nesta segunda-feira (14) a um exame de insanidade mental. A perícia psiquiátrica foi determinada pela Justiça após solicitação da defesa, que pretende avaliar as condições mentais da acusada no período dos crimes.

O exame deverá verificar se Paola conseguia compreender o caráter ilícito dos atos e agir conforme esse entendimento. A realização da perícia não representa, por si só, reconhecimento de transtorno mental ou de inimputabilidade. A conclusão dependerá da avaliação dos peritos e do laudo, que será encaminhado ao processo.

Processo suspenso

O Incidente de Insanidade Mental foi instaurado pela Justiça em 18 de agosto. Com a medida, o processo principal ficou suspenso em relação a Paola, sem impedir a realização de diligências consideradas urgentes. O prosseguimento do caso depende da perícia e da apresentação do laudo.

Paola está presa desde o início de julho. O Ministério Público de Minas Gerais denunciou a diarista por dois latrocínios, definidos como roubos com resultado morte, além de fraude processual e furto qualificado. A denúncia foi recebida pela Justiça em 31 de julho.

Investigação

Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados mortos no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, em 30 de junho. A suspeita é de que o crime tenha ocorrido no dia anterior. Paola havia sido contratada para fazer serviços de limpeza no imóvel e estaria pela primeira vez na residência.

Conforme a denúncia do Ministério Público, ela teria colocado medicamentos sedativos na bebida das vítimas para reduzir a capacidade de reação delas e começado a retirar bens do apartamento. Uma das vítimas teria acordado durante a ação, quando Paola supostamente atacou o casal com uma arma branca.

Laudos mencionados pela Justiça indicam que Maria Clotilde tinha 15 lesões provocadas por instrumento perfurocortante e queimaduras pelo corpo. Cláudio sofreu 43 lesões por arma branca, incluindo perfurações no coração. Exames toxicológicos identificaram clonazepam e alprazolam nas vítimas.

A investigação também aponta uma tentativa de alterar a cena do crime. O laudo do local registrou panos de chão encharcados com água sanitária e desinfetantes. Câmeras do condomínio mostraram Paola entrando no prédio às 7h28 e saindo às 15h32, com sacolas que conteriam pertences das vítimas e roupas diferentes das usadas na chegada.

Uma unha postiça de gel foi encontrada embaixo do corpo de Cláudio. Imagens indicaram que Paola entrou no apartamento com o adereço no dedo anelar direito e saiu sem ele.

Após as mortes, segundo o Ministério Público de Minas Gerais, Paola teria ido ao Centro de Belo Horizonte para vender objetos retirados do apartamento e usar cartões bancários das vítimas. Leonardo do Nascimento também foi denunciado, acusado de participar do uso dos cartões em máquinas de um estabelecimento comercial.

Paola foi presa pela Polícia Civil em 2 de julho, em um hotel em Itabira, na região Central de Minas Gerais, onde estava com o filho. A investigação apontava que ela pretendia fugir para o Rio Grande do Sul. Foram apreendidos R$ 18,8 mil, celulares, joias, bolsas, perfumes, roupas, uma faca e 165 comprimidos de medicamento com efeito sedativo.

Durante a apuração, outras pessoas procuraram a Polícia Civil e relataram que também teriam sido vítimas da diarista. A corporação identificou outros quatro casos com modo de agir semelhante, nos quais clientes teriam sido dopados. A defesa pediu a instauração do incidente com base em elementos dos autos e em circunstâncias verificadas durante a investigação e a reprodução simulada dos fatos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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