Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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MP pede condenação de quatro acusados de estupro coletivo no Rio

Processo contra quatro homens presos desde março está na fase final, antes da decisão da Justiça sobre condenação ou absolvição.

MP pede condenação de quatro acusados de estupro coletivo no Rio

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a condenação de quatro homens acusados de estuprar coletivamente uma adolescente de 17 anos em um apartamento de Copacabana, na Zona Sul do Rio. O processo está na fase final e aguarda as alegações finais das defesas antes da sentença.

Vitor Hugo Simonin, João Gabriel Bertho, Matheus Veríssimo Martins e Bruno Allegretti estão presos desde março. Os quatro negam o crime e afirmam que as relações sexuais foram consensuais. Um quinto envolvido, que tinha 17 anos, teve a internação determinada pela Justiça por seis meses em abril. Uma sentença aponta que ele convidou a adolescente e os amigos para o apartamento.

Durante os interrogatórios, os acusados disseram não ter percebido sinais de violência. Vitor Hugo afirmou se sentir “completamente injustiçado e constrangido” e sustentou que a relação foi consensual. João Gabriel disse que a jovem estava tranquila. Matheus declarou que ela saiu normalmente, sem reclamar. Bruno levantou a possibilidade de arrependimento posterior e negou que alguém tivesse feito gravações.

A adolescente afirmou à investigação que não consentiu em manter relações sexuais com o grupo. Ela relatou ter sido violentada e agredida com tapas, socos e chutes. Um laudo de exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física, incluindo ferimentos na região genital e equimoses, descritas como manchas roxas, nas regiões dorsal e glúteas.

Durante os depoimentos, o juiz mostrou aos réus fotografias das lesões e perguntou se eles haviam notado os ferimentos no quarto. Os quatro responderam que não e alegaram que o ambiente estava escuro.

O Ministério Público afirmou, nas alegações finais, que houve tentativas de desacreditar a adolescente durante as audiências. Para a acusação, a jovem foi tratada pelo grupo como “objeto de satisfação sexual”, e a violência teria envolvido não apenas a violação da liberdade sexual, mas também uma relação de domínio sobre o corpo da vítima.

A avó da adolescente, que atua como assistente de acusação, criticou a estratégia das defesas. Depois da apresentação das alegações finais dos quatro acusados, caberá à Justiça decidir pela condenação ou absolvição.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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