SÃO PAULO — O setembro mais chuvoso dos últimos 32 anos, segundo o CGE, aumentou a frequência de alagamentos na capital paulista. Nesta segunda-feira, 14, o Inmet emitiu alerta para tempestades, enquanto mais de 300 cidades de São Paulo estavam sob alerta laranja. Em situações assim, motoristas precisam avaliar o risco antes de entrar na água e priorizar a própria segurança.
A primeira verificação deve ser a profundidade do alagamento. A água não deve passar da metade das rodas, na altura do centro do cubo. Acima desse nível, cresce o risco de a água ser aspirada pelo filtro de ar ou alcançar componentes elétricos. SUVs e picapes têm maior distância em relação ao solo, mas também exigem atenção ao nível da água.
Se a travessia for inevitável e estiver dentro do limite considerado seguro, o motorista deve usar a 1ª ou a 2ª marcha em carros manuais. Nos automáticos, a orientação é selecionar o modo manual ou L. A velocidade deve ser baixa, com aceleração constante durante todo o percurso. Não é recomendado trocar de marcha nem tirar o pé do acelerador enquanto o carro estiver na água.
A entrada deve ser feita devagar, para reduzir a formação de ondas à frente do capô. Também é indicado desligar o ar-condicionado antes da travessia. Com o sistema ligado, a ventoinha do radiador permanece acionada, e o contato com a água pode quebrar suas pás ou levar água a partes sensíveis da admissão.
O motor desligou? Não tente dar a partida novamente. A água que entra na câmara de combustão não pode ser comprimida pelos pistões, o que pode causar calço hidráulico, danificar bielas e pistões e travar o bloco do motor. O reparo pode exigir a retífica completa.
A apólice também merece atenção. Avançar deliberadamente por uma via conhecida por alagamentos, quando seria possível parar ou mudar de rota, pode ser interpretado pela seguradora como agravamento intencional do risco e resultar na recusa da indenização.
Se a água subir rapidamente e ameaçar alcançar o assoalho ou as portas, a prioridade deve ser sair do veículo. As portas devem ser destravadas e abertas antes que a pressão externa dificulte a abertura. O motorista deve abandonar o automóvel com calma e buscar abrigo em um local elevado e seguro.
Depois da ocorrência, é necessário providenciar uma revisão mecânica. A avaliação deve verificar possível contaminação do óleo do motor e do fluido de transmissão, além da necessidade de trocar os filtros de ar do motor e de cabine. Também devem ser inspecionados discos, pastilhas e fluido de freio, rolamentos de roda e conexões elétricas.







