Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Economia

CEO do BR Partners defende ajuste fiscal e apoia Ronaldo Caiado

Ricardo Lacerda critica a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro e diz que o próximo governo precisará controlar juros e dívida pública.

CEO do BR Partners defende ajuste fiscal e apoia Ronaldo Caiado

Ricardo Lacerda, CEO do BR Partners, avalia que o próximo governo terá de adotar medidas de ajuste fiscal, independentemente de quem vencer a eleição. Para ele, a manutenção de juros entre 13%, 14% e 15% por tempo indeterminado poderia provocar uma forte deterioração da economia brasileira.

Lacerda fundou o banco de investimentos independente em 2009. A instituição atua em fusões e aquisições, emissão de dívidas, derivativos, investimentos, reestruturações financeiras e gestão de patrimônio. Em 17 anos, movimentou quase R$ 500 bilhões nessas atividades.

A partir da movimentação dos negócios de seus clientes, o executivo acompanha mudanças no ambiente econômico. Em períodos de piora, crescem os pedidos de renegociação de dívidas e venda de empresas. Quando o cenário melhora, aumentam as emissões e negociações. No momento, ele não identifica uma crise de grandes proporções como a que ocorreu durante o governo Dilma Rousseff.

Juros e situação fiscal

Na avaliação de Lacerda, a dívida pública já supera 80% do Produto Interno Bruto. Ele atribui o quadro a um problema fiscal estrutural, agravado ao longo de diferentes governos, e a benefícios criados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Congresso.

O executivo afirma que um eventual presidente precisará apresentar um plano crível para reduzir o endividamento e trazer os juros para um nível de um dígito. Não seria necessário zerar o déficit em um ano, mas haveria necessidade de recuperar a confiança na política fiscal e na segurança jurídica.

Ele também relaciona o custo da dívida e do dinheiro à insegurança jurídica e a decisões judiciais que, em sua avaliação, passaram a atender interesses específicos. Lacerda defende o restabelecimento da ordem institucional e afirma que isso poderia ampliar o interesse de investidores pelo Brasil.

“O que basta é um plano crível”, afirmou o executivo, ao rejeitar a ideia de que o ajuste fiscal precisaria eliminar o déficit em prazo curto.

Lacerda considera os juros de 15% o principal ponto fraco do governo Lula. Segundo ele, o presidente precisou governar por quatro anos com taxas elevadas, o que colocou a economia sob pressão. O executivo diz que Flávio Bolsonaro também alterou o discurso sobre o ajuste fiscal, mas ainda precisa apresentar medidas capazes de evitar o descontrole das contas públicas.

Apoio a Ronaldo Caiado

Antigo filiado do PSDB e do Partido Novo, Lacerda ingressou no PSD em 2022. Nesta eleição, declarou apoio a Ronaldo Caiado e participa de eventos, conversas e articulações com integrantes do partido e pessoas ligadas à campanha.

O CEO afirma que Caiado representa uma alternativa à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Na avaliação dele, o eleitor de centro está cansado de disputas sobre urnas eletrônicas, vacinas e temas internacionais e busca respostas para problemas como juros, inflação, segurança pública, renda e miséria.

Lacerda acredita que existe espaço para uma candidatura de terceira via. Ele menciona o desempenho de Augusto Cury e diz que Caiado precisa tornar suas propostas mais conhecidas. O desafio, segundo ele, é sair de um patamar de 4% ou 5% e alcançar entre 15% e 20%.

Para o executivo, uma candidatura capaz de se consolidar poderia melhorar as expectativas econômicas antes mesmo da votação, ao atrair recursos que hoje não chegam ao país. Ele descreve Caiado como um político experiente, com capacidade para dialogar com o Congresso e apresentar uma visão moderna para o Brasil.

Lacerda diz que já votou em Jair Bolsonaro e em Lula, mas não quer a continuidade do confronto entre os dois campos políticos. “Não quero que essa briga continue”, declarou. Para ele, a disputa tem deslocado o debate de temas econômicos e sociais que deveriam orientar a campanha.

Críticas a Flávio Bolsonaro

Na opinião de Lacerda, Flávio Bolsonaro apresenta um risco institucional maior por causa de declarações sobre urnas eletrônicas, vacinas, o Supremo Tribunal Federal e possíveis conflitos internacionais. Ele também cita o 8 de janeiro, a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e as sanções impostas contra o Brasil como fatores que, segundo ele, não ajudam a população.

O executivo considera inadequada a tentativa de levar para a eleição presidencial discussões envolvendo Donald Trump e Javier Milei. Para ele, a dinâmica política dos Estados Unidos não pode ser simplesmente transportada para o Brasil, onde o eleitor de centro estaria mais interessado em pagar as contas, ter segurança, controlar a inflação e aumentar a renda.

Sobre a possibilidade de Caiado conceder anistia a Jair Bolsonaro, Lacerda afirma que o presidente eleito teria esse direito, desde que o processo passasse pelas instâncias necessárias. Na visão dele, uma eventual decisão contrária do Supremo Tribunal Federal deveria ser respeitada, sem confronto institucional.

Perspectivas após a eleição

Lacerda prevê uma renovação do cenário político no médio prazo e menciona governadores que poderão disputar as eleições de 2030. Para ele, a democracia brasileira tem instituições mais fortes do que a figura de qualquer presidente.

O executivo afirma que o resultado eleitoral exigirá disposição para ganhar e perder, além de paciência para que as instituições sigam seu curso. Como apoiador de Caiado, diz ter ajudado o partido com ideias e contatos, em uma atuação que nunca havia exercido antes.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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