Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Economia

Executivos do mercado financeiro cobram ajuste fiscal antes das eleições de 2026

Presidentes de bancos, gestoras e plataformas de investimento alertam para juros altos, pressão inflacionária e desaceleração dos negócios.

Executivos do mercado financeiro cobram ajuste fiscal antes das eleições de 2026
Foto: Wilton Junior/Estadão

Executivos de instituições financeiras avaliam que um ajuste fiscal será necessário após as eleições de 2026, independentemente de quem vencer. Para eles, a falta de adequação entre gastos públicos e arrecadação mantém a pressão sobre a inflação e os juros em níveis elevados.

A Selic, principal instrumento monetário do Banco Central, contribui para conter a alta de preços, mas também reduz a circulação de dinheiro, paralisa negócios e limita o crescimento. Daniel Wainstein, co-CEO do Seneca Evercore, afirmou que a economia não suporta mais um ano com os juros reais no patamar atual e relacionou a permanência desse cenário ao risco de desemprego.

Executivos que atuam com reestruturação de dívidas, captação de recursos e fusões e aquisições relatam empresas pressionadas financeiramente. Pedidos de recuperação judicial em grandes companhias têm afetado fornecedoras menores, enquanto algumas empresas reduziram a produção por falta de recursos para a manutenção de máquinas e equipamentos.

Ricardo Lacerda, CEO do BR Partners, alertou para o risco de o país caminhar para um cenário de calote da dívida pública e inflação caso não seja encontrada uma forma de reduzir os juros. Para Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Vida, Previdência e Investimentos, a proximidade de uma crise pode pressionar o governo a agir.

A gestora ligada a Mello tem priorizado liquidez rápida e segurança, em vez de investimentos de longo prazo, para proteger o patrimônio dos clientes da volatilidade eleitoral. Rodolfo Reichert, CEO da Genial Investimentos, criticou os planos dos candidatos por tratarem de emergências sem apresentar uma direção de longo prazo para o país.

Nenhum dos entrevistados declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva ou à candidatura de Flávio Bolsonaro. Lacerda é o único citado como alinhado a um candidato: ele acompanha Ronaldo Caiado em sua campanha.

Walter Maciel, CEO da AZ Quest, disse haver possibilidade de Flávio ser eleito no primeiro turno. Ele também afirmou que uma queda dos juros para 7% poderia elevar o poder de compra da população e gerar percepção de melhora nas condições de vida.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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