Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Economia

Prefixados avançam, mas títulos indexados à inflação têm desempenho desigual

Tesouro Prefixado 2029 chega a 13,85% ao ano, enquanto o IPCA+ 2032 recua para 7,58% acima da inflação.

Prefixados avançam, mas títulos indexados à inflação têm desempenho desigual
Foto: Adobe Stock

As taxas dos títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto oscilam nesta sexta-feira (18), com resultados diferentes entre os papéis prefixados e os vinculados à inflação. O Prefixado 2029 passou a oferecer 13,85% ao ano, enquanto o IPCA+ 2032 recuou para 7,58% acima da inflação.

Quem mantém um título até o vencimento preserva a rentabilidade contratada no momento da compra, apesar das mudanças diárias nas taxas. A venda antecipada, porém, está sujeita à marcação a mercado, que pode resultar em ganho ou perda conforme o preço do papel.

Na comparação com o encerramento de quinta-feira (17), o Tesouro Prefixado 2029 avançou de 13,81% para 13,85% ao ano. O Prefixado 2032 teve movimento semelhante e subiu de 14,15% para 14,19%. Em ambos os casos, a alta foi de 0,04 ponto porcentual.

Títulos ligados ao IPCA

Entre os papéis indexados à inflação, o desempenho não foi uniforme. O Tesouro IPCA+ 2032 caiu de 7,61% para 7,58% ao ano, além da variação do IPCA. O IPCA+ 2040 teve leve alta, de 7,26% para 7,27%, enquanto o IPCA+ 2050 permaneceu em 7,19%.

A liquidez permaneceu baixa durante a manhã, e os juros futuros acompanharam a valorização do dólar ante o real. Às 10h30 (de Brasília), o DI para janeiro de 2029 subia de 13,845% para 13,890%. O contrato com vencimento em janeiro de 2031 avançava de 14,061% para 14,105%.

Pressões no exterior

O petróleo registrou queda pelo terceiro pregão consecutivo, e o Brent voltou à região de US$ 103 por barril, depois de se aproximar de US$ 110 durante a semana. O recuo reduz parte das preocupações com a inflação, mas as tensões no Estreito de Ormuz continuam no radar.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries subiram, enquanto o dólar permaneceu próximo da máxima em sete semanas. Investidores ampliaram as apostas em novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed). Nesta semana, o banco central americano levou a taxa para a faixa de 3,75% a 4%, após um ajuste de 0,25 ponto porcentual, e indicou a possibilidade de outra elevação até o fim do ano.

No Brasil, o Copom reduziu a Selic para 13,75%, movimento que havia contribuído para a queda das taxas na quinta-feira. Nesta sexta-feira, o petróleo mais barato oferece algum alívio, mas o dólar forte e a perspectiva de juros americanos elevados por mais tempo pressionam parte dos ativos brasileiros. Rendimentos maiores nos Estados Unidos tornam os Treasuries mais competitivos na disputa pelo capital global e podem exigir prêmios maiores dos papéis brasileiros.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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