O Ibovespa retoma os negócios nesta terça-feira (8) sob influência do cenário eleitoral e de uma agenda com dados de inflação e atividade econômica. O índice acumulou alta de 5,4% na última semana, mas fechou a sexta-feira (4) com queda de 0,02%, aos 185.147,15 pontos.
Para Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora, a possibilidade de ajuste fiscal em 2027 pode favorecer a Bolsa. Ao mesmo tempo, as eleições devem provocar mudanças de posicionamento e oscilações nos ativos ao longo de setembro.
As pesquisas eleitorais passaram a influenciar a formação dos preços depois de indicarem uma disputa mais apertada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. Parte do mercado relaciona uma eventual mudança de governo à expectativa de uma política fiscal mais rigorosa a partir de 2027, movimento que contribuiu para a alta do Ibovespa na semana anterior.
Agenda econômica
Entre os indicadores domésticos previstos estão o IGP-DI de agosto, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), e o Boletim Focus, do Banco Central. O índice da FGV reúne preços no atacado, no varejo e na construção civil. Já o Focus apresenta projeções de economistas para inflação, Selic, Produto Interno Bruto (PIB) e câmbio.
No exterior, os investidores avaliam os efeitos do payroll dos Estados Unidos, que aumentou a percepção de que o Federal Reserve pode manter juros elevados em setembro. A expectativa fortaleceu o dólar e pressionou as bolsas. Na plataforma FedWatch, do CME Group, a probabilidade de alta de 0,25 ponto porcentual dos juros americanos em setembro passou de 49,4% na quinta-feira (3) para 58% após o relatório.
Na sexta-feira, o dólar subiu 0,52%, a R$ 5,1208. Entre as ações, Vale avançou 0,22%, Banco do Brasil ganhou 0,31%, BTG Pactual subiu 0,73% e Bradesco teve altas de 0,89% e 0,62%.
Petrobras caiu 1,08% e 0,95%, enquanto o Brent para novembro avançou 0,8%, a US$ 96,28 por barril, e o WTI para outubro subiu 0,2%, a US$ 91,48.
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,394 bilhões em agosto. As exportações somaram US$ 33,158 bilhões e as importações, US$ 25,764 bilhões. Em Nova York, S&P 500 e Dow Jones recuaram 0,38% e 0,51%, respectivamente, e o Nasdaq caiu 0,29%.








