As taxas dos títulos do Tesouro Direto recuam nesta sexta-feira (11), em reação ao resultado do IPCA e à queda dos rendimentos dos Treasuries no exterior. O Tesouro IPCA+ 2032 é negociado a 7,57% ao ano acima da inflação, ante 7,72%, renovando a menor taxa desde maio.
O IPCA caiu 0,32% em agosto, enquanto a mediana das projeções do mercado apontava queda de 0,29%. No acumulado de 12 meses, o índice desacelerou para 4,22%, abaixo dos 4,26% projetados.
A leitura da inflação reforça as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá reduzir a Selic em 0,25 ponto porcentual na reunião da próxima semana.
Títulos atrelados à inflação
Entre os papéis indexados ao IPCA, o Tesouro IPCA+ 2040 passou de 7,30% para 7,25% ao ano. O Tesouro IPCA+ 2050 recuou de 7,29% para 7,24%. Em outra atualização das negociações, o IPCA+ 2032 aparece a 7,59%, contra 7,72% anteriormente.
Os títulos prefixados mantiveram os níveis de taxa da véspera. O Tesouro Prefixado 2029 paga 13,85%, enquanto o Prefixado 2032 oferece 14,18%.
A queda dos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, reduz a concorrência dos juros dos Estados Unidos com os papéis brasileiros. O petróleo também devolve parte da alta registrada na véspera. O Brent caía 2,12% e permanecia acima de US$ 105 por barril, depois de subir mais de 6% na quinta-feira.
Apesar do alívio, o petróleo continua acima de US$ 100, e a tensão no Oriente Médio mantém riscos para a inflação global. Os juros elevados nos Estados Unidos também seguem disputando recursos com a renda fixa brasileira.
Quem mantém o título até o vencimento preserva a rentabilidade contratada na compra, sem alteração provocada pelas oscilações diárias das taxas. A venda antes do prazo, porém, fica sujeita à marcação a mercado e pode resultar em ganho ou perda conforme o preço do papel.








