A taxa Selic projetada para o fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50% no Boletim Focus, após seis semanas sem alteração. Entre as 77 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a previsão também recuou, de 13,56% para 13,50%.
A projeção para os juros no fim de 2027 permaneceu em 12,00% pela 14ª semana consecutiva. No recorte das 76 estimativas mais recentes, o resultado também foi de 12,00%. Para 2028, a mediana continuou em 10,50% pela 12ª semana seguida. Em 2029, ficou em 10,00%, repetindo o nível observado pela 20ª semana consecutiva.
Na última quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica em 0,25 ponto porcentual. Com a decisão, a Selic passou de 14,00% para 13,75% ao ano, no quinto corte seguido. Desde março, a taxa acumulou redução de 1,25 ponto porcentual, quando o Banco Central iniciou um “ciclo de calibração” da política monetária.
No comunicado da reunião, o colegiado afirmou que o ambiente de incerteza, as expectativas desancoradas e os riscos elevados exigem cautela na condução dos juros. O Comitê disse que continuará acompanhando o cenário para manter a restrição necessária à convergência da inflação para a meta.
A mediana do Focus para o IPCA de 2026 avançou de 4,90% para 4,92%, encerrando uma sequência de três semanas de redução. O resultado está 0,42 ponto porcentual acima da meta de 4,50% perseguida pelo Banco Central. Nas 91 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção subiu de 4,95% para 4,97%.
Para 2027, a mediana ficou em 4,30%, ante 4,25% um mês antes. No grupo das 91 previsões mais recentes, passou de 4,31% para 4,35%. A estimativa para 2028 permaneceu em 3,80% pela oitava semana consecutiva, enquanto a de 2029 continuou em 3,50% pela 55ª semana seguida.
O Banco Central projeta inflação de 5,2% em 2026 e de 3,9% em 2027. Para o primeiro trimestre de 2028, o Copom estima alta acumulada de 3,2% em 12 meses. Desde 2025, a meta é acompanhada pelo IPCA acumulado em 12 meses, com centro de 3% e tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo.
A previsão mediana para o dólar no fim de 2026 continuou em R$ 5,20 pela 14ª semana seguida. No recorte das 58 estimativas mais recentes, porém, caiu de R$ 5,20 para R$ 5,16. Para 2027, ficou em R$ 5,28; para 2028, em R$ 5,30; e para 2029, em R$ 5,36.
A projeção anual de câmbio considera a média da cotação em dezembro, e não o valor previsto para o último dia útil de cada ano, como ocorria até 2020.







