Os títulos do Tesouro Direto operam majoritariamente com taxas menores nesta segunda-feira (21), em meio à queda do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. O Tesouro IPCA+ 2032 recuou de 7,58% para 7,57% ao ano acima da inflação.
O petróleo registra a quarta sessão consecutiva de baixa, com o Brent novamente próximo de US$ 100 por barril. Já os rendimentos dos Treasuries também diminuem. Esse movimento reduz parte da pressão inflacionária externa e a exigência de prêmio sobre os títulos brasileiros.
Na comparação com o fechamento de sexta-feira (18), o Tesouro Prefixado 2029 passou de 13,85% para 13,79% ao ano, queda de 0,06 ponto porcentual. O Prefixado 2032 recuou de 14,19% para 14,10%, uma redução de 0,09 ponto.
Entre os papéis indexados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2050 caiu de 7,19% para 7,17%. O IPCA+ 2040 foi na direção oposta e subiu de 7,27% para 7,29%. O IPCA+ 2032 passou de 7,58% para 7,57% ao ano, além da variação do IPCA.
Projeções para juros e inflação
O Boletim Focus reduziu de 13,75% para 13,50% a mediana das projeções para a Selic no fim de 2026. A estimativa não mudava havia seis semanas. O Banco Central cortou a taxa básica para 13,75% na semana passada, no quinto corte consecutivo desde março.
As projeções de inflação tiveram resultados diferentes. A expectativa suavizada para os próximos 12 meses caiu de 4,65% para 4,62%, enquanto a previsão para o IPCA de 2026 subiu de 4,90% para 4,92%.
A agenda da semana inclui a ata do Comitê de Política Monetária na terça-feira, o Relatório de Política Monetária na quinta e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de setembro na sexta. Esses dados serão acompanhados pelo mercado na avaliação sobre novos cortes da Selic.
A taxa contratada na compra é mantida para quem leva o título até o vencimento. A venda antecipada, porém, está sujeita à marcação a mercado, o que pode resultar em ganho ou perda conforme o preço do papel.








