Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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IPCA recua 0,32% em agosto com desconto na energia elétrica

Bônus de Itaipu levou a conta de luz a cair 7,63% e determinou a primeira deflação do ano, informou o IBGE.

IPCA recua 0,32% em agosto com desconto na energia elétrica
Foto: Alex Silva/Estadão

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, depois de subir 0,07% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a primeira deflação do ano e a maior para agosto desde 2022, quando o índice recuou 0,36%.

A energia elétrica residencial foi o principal fator para o resultado. O item caiu 7,63% no mês e teve impacto de -0,33 ponto porcentual no IPCA, mais do que a variação do índice cheio. A redução ocorreu por causa do bônus de Itaipu, aplicado nas faturas emitidas entre 1º e 31 de agosto.

O bônus funciona como um crédito relacionado à comercialização da energia produzida pela usina hidrelétrica. Mesmo com a bandeira tarifária amarela em vigor, que acrescentava R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, o custo da energia recuou.

Sem a energia elétrica, o IPCA teria avançado 0,01% no mês, segundo o técnico do IBGE José Fernando Gonçalves. Excluindo também o grupo Alimentação, que caiu 0,34%, o índice teria subido 0,11%.

Variação por grupos

Além de Habitação, que recuou 1,87%, registraram deflação Transportes (-0,86%), Alimentação e bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%). As altas ficaram entre 0,12% em Vestuário e 1,30% em Despesas pessoais.

Despesas pessoais apresentou a maior alta e o maior impacto positivo, de 0,13 ponto porcentual. O resultado foi influenciado pelo aumento de 19,59% no preço do cigarro, item que sozinho respondeu por 0,11 ponto porcentual.

Alimentação e bebidas caiu 0,34% em agosto, após recuar 0,67% em julho, e contribuiu negativamente com 0,07 ponto porcentual para o índice. A alimentação no domicílio diminuiu 0,61%, enquanto a alimentação fora do domicílio subiu 0,36%.

Transportes teve queda de 0,86%, depois de avançar 0,05% em julho. Os combustíveis recuaram 0,91%. A gasolina caiu 0,59%, e o etanol teve baixa de 3,95%.

Perspectiva para os juros

A Capital Economics avaliou que o resultado de agosto mantém espaço para um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A consultoria estima uma redução de 14% para 13,75%, mas prevê que o Banco Central poderá interromper o ciclo de cortes em novembro e dezembro diante de uma possível aceleração da inflação.

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, afirmou que o resultado reforça um cenário de inflação controlada e atividade fraca. Para ele, a combinação abre espaço para uma política monetária menos restritiva.

Roberto Padovani, economista-chefe do Banco BV, disse que o dado indica menor pressão inflacionária, mas apontou como temas de atenção o câmbio, o petróleo, os eventos climáticos, os efeitos da reforma tributária e possíveis impactos do fim da escala 6x1.

O IPCA acumulado em 12 meses até agosto ficou em 4,22%. Gonçalves afirmou que a taxa foi a menor desde agosto de 2022, tanto para o mês quanto na série histórica.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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