SÃO PAULO — O segundo ano de uso de uma Yamaha Factor 150 pode exigir uma reserva mensal de R$ 390,29 na capital paulista. No cálculo anual, combustível, seguro, revisões e licenciamento somam R$ 4.683,49, considerando uma rodagem de 10 mil km por ano.
No primeiro ano, a despesa fica em R$ 4.275,41, ou R$ 356,28 por mês. A conta não inclui a compra da motocicleta, os equipamentos de proteção nem gastos adicionais com desgaste ou imprevistos. Também não prevê reajustes nos preços usados.
O combustível representa uma das principais parcelas. A Yamaha informa consumo de 55,3 km/l para a Factor 150, que tem 11,8 cv de potência com gasolina. O índice foi medido pelo Instituto Mauá em teste urbano sob condições controladas, e pode variar conforme a condução, o peso transportado e o trajeto.
Com gasolina comum a R$ 6,33/l, preço médio da ANP na capital paulista entre 23 e 29 de agosto de 2026, o gasto estimado para percorrer 10 mil km é de R$ 1.144,67. Uma motocicleta com consumo de 25 km/l, na mesma distância, gastaria R$ 2.532.
Seguro, impostos e manutenção
O seguro completo contratado como referência na Porto ficou em R$ 2.404,74 no boleto. A cotação considera um homem de 44 anos, morador da região central de São Paulo. O valor pode mudar conforme a moto, o perfil do condutor, o endereço e a cobertura.
A Factor 150 é isenta de IPVA em São Paulo para pessoas físicas por ter até 180 cm³, desde que sejam atendidas as condições de regularidade. O licenciamento inicial fica fora do total anual; no segundo ano, foi considerada a taxa paulista de 2026, de R$ 174,08, sujeita a atualização.
As revisões previstas para 1.000, 5.000 e 10 mil km custam, juntas, R$ 726 no primeiro ano. No segundo, os serviços de 15 mil e 20 mil km somam R$ 960. Os pacotes incluem óleo.
A compra da moto parte de R$ 19.545 na tabela FIPE de agosto de 2026. Com R$ 469,91 de taxa do Detran, R$ 120 de placa e R$ 180 de despachante, o desembolso inicial chega a R$ 20.314,91.
Além das revisões, o proprietário deve considerar corrente, pneus, pastilhas e possíveis trocas após quedas ou impactos. Capacete, luvas, jaqueta, calça e botas também precisam entrar no planejamento, mas esses itens não foram incluídos nos totais.








