SÃO PAULO — O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou neste domingo (20) que pretende eliminar 100% das emendas parlamentares impositivas, revisar incentivos fiscais e reduzir despesas de todos os Poderes. As medidas, segundo ele, fazem parte de um plano para controlar os gastos públicos e criar condições para a queda dos juros no país.
Caiado disse que apresentará uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com duração de 24 meses. A proposta estabeleceria que o crescimento das despesas do governo não poderia superar 50% da expansão do Produto Interno Bruto (PIB).
Na avaliação do candidato, o conjunto de ações poderia levar a taxa de juros para provavelmente 7% e manter a inflação entre 3,5% e 4%. Ele afirmou que esse cenário aumentaria a competitividade dos setores produtivos brasileiros em relação aos de outros países.
Ao explicar sua posição sobre a relação entre gastos públicos, inflação e atuação do Banco Central, Caiado atribuiu os juros elevados ao desequilíbrio nas despesas do governo. Ele declarou considerar correta a independência da autoridade monetária, mas disse que o Banco Central atua sobre os juros como consequência dos gastos governamentais.
Medidas de corte
Além do fim das emendas impositivas, o candidato citou a revisão de todos os incentivos fiscais concedidos no Brasil. Também defendeu auditorias em programas de governo por meio de plataformas com inteligência artificial, para verificar se as ações cumprem suas funções.
Caiado afirmou ainda que pretende aplicar um corte de 25% sobre todos os Poderes e órgãos independentes do governo. As medidas foram apresentadas durante uma caminhada pela Avenida Paulista.
Na entrevista, o candidato também defendeu que facções criminosas sejam classificadas como terroristas e disse que encaminharia essa mudança caso chegasse à Presidência. Ao tratar de segurança pública, criticou o governo do PT e afirmou que o partido seria conivente com facções criminosas. Para Caiado, o Brasil tem estrutura para combater o crime organizado e não depende de decisões de outros países para agir.







