Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República, defendeu a quebra do sigilo de todas as investigações relacionadas ao Banco Master, ao INSS e à Dark Horse. Para ele, eleitores devem ter acesso a apurações que envolvam candidatos e autoridades públicas.
Caiado afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa um momento delicado e precisa prestar esclarecimentos à população. Como presidente, disse que cobraria a mesma conduta de qualquer chefe de Poder diante de situações semelhantes às enfrentadas atualmente pela Corte.
“O problema todo é quando você quebra a autoridade moral”, afirmou. Na avaliação do candidato, a perda de confiança nos Poderes constituídos compromete a estabilidade democrática. Ele também relacionou a democracia ao respeito às regras e à liturgia do cargo, dizendo que o envolvimento em escândalos descredencia o ocupante de uma função pública.
O candidato defendeu que eventuais manifestações de ministros do STF sejam feitas fora do próprio tribunal. Também afirmou que o Senado Federal e a Justiça Comum devem continuar as investigações relacionadas à crise do Banco Master.
Propostas para o Judiciário
Em Aparecida de Goiânia, Goiás, Caiado classificou como inadmissível a permanência de Alexandre de Moraes no STF e repetiu que pretende fazer uma reforma do Judiciário se for eleito. Entre as propostas, citou a exigência de idade mínima de 60 anos para chegar ao Supremo e uma quarentena depois da aposentadoria compulsória aos 75 anos.
Caiado voltou a prometer a indicação de quatro mulheres para o STF. Além da vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, ele afirmou que a Corte terá mais três cadeiras disponíveis nos próximos quatro anos.
Promessa para a taxa de juros
O candidato também disse que pretende reduzir a taxa básica de juros, atribuição do Banco Central, de 14% para 7%. Segundo Caiado, a queda seria resultado de medidas econômicas, ajuste fiscal e recuperação da confiança na economia.
Em declarações anteriores, ele havia mencionado uma taxa de 6% e depois passou a falar em um intervalo entre 8% e 7%. Agora, afirmou que adotará as medidas necessárias a partir do dia 5 de janeiro para levar os juros à metade do patamar atual.








