SÃO PAULO — O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou neste domingo que, se for eleito, enviará ao Congresso uma proposta para enquadrar facções criminosas como organizações terroristas. A declaração foi feita durante uma coletiva na Avenida Paulista, onde ele também apresentou propostas para a economia e a segurança pública.
Questionado sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras no quadro de terrorismo, Caiado disse que o Brasil deve tomar a própria decisão e afirmou que sabe combater e punir criminosos. Ele sustentou que o país tem estrutura para enfrentar o narcotráfico e criticou o governo do PT, ao dizer que o presidente não pode ser conivente com esse crime.
Durante o ato de campanha, o candidato conversou com apoiadores reunidos com bandeiras de candidaturas do PSD no Conjunto Nacional. Depois, comprou um tênis na Galeria Magalu e gravou um vídeo destinado à empresária Luiza Trajano.
Propostas econômicas
Caiado voltou a defender uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar os gastos do governo a até 50% do crescimento do PIB. Também afirmou que a taxa Selic poderia chegar a 7% em um eventual mandato, o que, segundo ele, ajudaria os setores produtivos a competir no mercado internacional.
Para o candidato, os juros são influenciados pelas despesas públicas. “O Banco Central regula o juro de acordo com o gasto do governo. Ele é consequência, não é a causa”, declarou.
Entre as medidas citadas por Caiado estão o corte de 100% das emendas impositivas, a revisão de incentivos fiscais, a realização de auditorias com plataformas de inteligência artificial em programas de governo e a redução de 25% nos repasses a todos os Poderes e órgãos independentes.
Na área de segurança e combate à corrupção, ele propôs um processo de austeridade no Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ideia inclui reunir, em um novo órgão, a Comissão de Valores Mobiliários, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, a Receita Federal e a área de inteligência da Polícia Federal.
Sobre a Previdência, Caiado disse que o equilíbrio fiscal não deve prejudicar projetos sociais. “O primeiro a ser penalizado não pode ser o trabalhador e nem o aposentado”, afirmou.
O evento teve a participação de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa, além de Mara Gabrilli, Aline Torres e Silvia Abravanel, candidatas aos cargos de deputada estadual e deputada federal.








