A mediana das projeções do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu de 4,92% para 4,99%. O resultado fica 0,49 ponto porcentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%.
Entre as 111 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, consideradas mais sensíveis a novidades, a previsão passou de 4,97% para 5,08%.
Para 2027, a estimativa intermediária do mercado avançou de 4,30% para 4,31%. No recorte das 111 projeções atualizadas no período mais recente, a mediana caiu de 4,30% para 4,30%.
As projeções para 2028 permaneceram em 3,80% pela sétima semana seguida. Para 2029, a mediana ficou em 3,50%.
Em agosto, o Banco Central revisou suas próprias estimativas para o IPCA de 2026, de 5,2% para 5,1%, e para 2027, de 3,7% para 3,8%. Os números foram apresentados no comunicado da reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom).
O colegiado manteve em 3,2% a previsão para a inflação acumulada em 12 meses no primeiro trimestre de 2028, que passou a ser o horizonte relevante da política monetária na reunião.
Desde 2025, a meta de inflação é contínua e considera o IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o índice permanecer fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central considera que perdeu o alvo.








