O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) recuou 0,32% em agosto, após registrar alta de 0,07% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (11). Foi a maior deflação mensal em quatro anos. Em agosto de 2022, o índice havia caído 0,36%.
A energia elétrica residencial teve a principal influência sobre o resultado, com redução de 7,63%. O movimento ocorreu após a incorporação do bônus da usina de Itaipu às contas de energia. A manutenção da bandeira amarela também limitou a alta dos preços.
No acumulado de 12 meses até agosto, o IPCA avançou 4,22%. A meta de inflação estabelecida pelo governo é de 3% ao ano, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, uma variação de até 4,5% ao ano permanece dentro do limite considerado aceitável pela área econômica e pelo Banco Central.
Entre os transportes, as passagens aéreas ficaram 13% mais baratas, enquanto o etanol teve redução de quase 4%.
Na alimentação, os preços dos itens consumidos em casa recuaram levemente. A batata-inglesa teve queda de quase 20%, e também houve redução nos preços de cenoura e cebola, de 11% para os últimos três itens mencionados. Os ovos de galinha ficaram 4% mais baratos, e o café moído caiu quase 2%.
Em sentido contrário, o grupo de despesas pessoais subiu 1,3%, puxado pelos cigarros, que ficaram quase 20% mais caros.








