Uma iniciativa criada por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) transformou vídeos de marmotas selvagens em uma fonte de financiamento para pesquisas científicas. O canal, chamado OnlyMarms, alcançou cerca de 1.700 fãs até agosto e recebeu US$ 5 mil em doações.
Do total arrecadado, aproximadamente US$ 4 mil foram destinados ao laboratório depois da comissão da plataforma. Fãs também lançaram uma memecoin com o nome OnlyMarms, que gerou dezenas de milhares de dólares em taxas de negociação para o projeto.
Câmeras no campo
A página foi criada pelo professor Dan Blumstein e pela equipe do Marmot Project, desenvolvido no Rocky Mountain Biological Laboratory, no Colorado. O conteúdo é produzido com imagens captadas por câmeras instaladas no campo, mostrando os animais em seu ambiente natural.
A ideia apareceu enquanto Blumstein esperava o surgimento das marmotas em uma área de pesquisa. O nome faz referência ao OnlyFans e também foi inspirado na série de comédia da Apple TV+ “Margo’s Got Money Troubles”. Apesar da associação com a plataforma, o perfil é voltado à divulgação científica.
Estudo de longo prazo
O projeto acompanha marmotas-de-barriga-amarela há décadas. A pesquisa começou em 1962, com o ecologista comportamental Ken Armitage, e é considerada um dos estudos de longo prazo mais extensos sobre a espécie. Blumstein assumiu a condução em 2001.
A equipe enfrenta uma redução no financiamento científico nos Estados Unidos e teme perder estudantes e capacidade para manter trabalhos que dependem de recursos e observações prolongadas. Para os pesquisadores, além de arrecadar dinheiro, o OnlyMarms aproxima o público do acompanhamento científico das marmotas.








