Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Pena preservada em fezes fossilizadas ajuda a investigar sobrevivência das aves

Fóssil encontrado em Montana reúne pena, ossos e escamas e oferece pistas sobre aves que viveram com os dinossauros.

Pena preservada em fezes fossilizadas ajuda a investigar sobrevivência das aves

Uma pena de ave extremamente preservada foi encontrada dentro de fezes fossilizadas de um grande dinossauro, ao lado de ossos aviários e escamas de peixe. A descoberta permite investigar características das aves que viveram na Era Mesozoica e possíveis razões para a sobrevivência de algumas delas após a extinção dos dinossauros.

O fóssil foi localizado em 2016 na Formação Hell Creek, em Montana. O material, que pode ter pertencido a um Nanotyrannus ou a um Tyrannosaurus rex, se partiu ao meio e revelou a pena, restos da ave e vestígios de sua última refeição antes de ser devorada.

O estudo sobre o achado foi publicado em 10 de setembro na revista científica Current Biology. De acordo com Jingmai O’Connor, paleontóloga do Field Museum de História Natural em Chicago e responsável pela análise, o espécime chamou atenção desde que chegou ao laboratório.

Estrutura da pena

Os pesquisadores usaram um microtomógrafo para produzir uma imagem tridimensional do fóssil. A análise mostrou que o raque, haste central da pena, era um quadrado oco preenchido por material espumoso. Essa estrutura mantinha a pena sólida e leve. Dela saíam barbas entrelaçadas formadas por queratina, em uma configuração semelhante à de plumagens mais modernas.

A presença de ossos fortes da coxa e de escamas de peixe indica que a ave provavelmente era aquática. O’Connor concluiu que ela fazia parte de um grupo de aves não voadoras que usavam os pés para se impulsionar na água em busca de alimento. Diferentemente das aves atuais, porém, tinha dentes afiados para capturar peixes e penas com menor capacidade de isolamento térmico.

Pistas sobre a extinção

A equipe sugeriu que a falta de isolamento térmico pode ter contribuído para o desaparecimento desse grupo depois do evento de extinção que atingiu os dinossauros. Após o impacto de um asteroide no fim do período Cretáceo, os cientistas acreditam que as temperaturas globais caíram drasticamente, tornando o isolamento térmico importante para conservar energia.

O’Connor ressaltou que a pena, isoladamente, não comprova essa hipótese. A explicação mais provável envolve uma combinação de fatores que tornou determinadas espécies mais vulneráveis. Para Scott V. Edwards, biólogo evolucionista da Universidade Harvard, o fóssil preserva uma interação entre espécies em um único fragmento.

A descoberta é considerada o único exemplar conhecido de pena da era dos dinossauros encontrado em uma rocha que não foi totalmente achatada. Outras penas da Era Mesozoica, período de cerca de 252 a 66 milhões de anos atrás, foram achadas em âmbar, mas geralmente estavam isoladas. A busca para explicar por que as aves foram os únicos dinossauros a sobreviver continua, segundo os pesquisadores.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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