Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Empresas de IA são processadas nos EUA por suposta coordenação antitruste

Ação acusa Anthropic, OpenAI, Google e SpaceXAI de combinarem uma redução no ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial.

Empresas de IA são processadas nos EUA por suposta coordenação antitruste
Foto: reprodução

Anthropic, OpenAI, Google e SpaceXAI foram processadas nos Estados Unidos sob a acusação de coordenarem ilegalmente uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial. A ação foi apresentada na sexta-feira, 18, a um tribunal federal da Califórnia e sustenta que o suposto acordo viola leis antitruste e pode prejudicar consumidores que pagam por serviços de IA.

Os autores apontam como principal episódio da suposta coordenação um ensaio publicado em 12 de setembro por Dario Amodei, presidente executivo da Anthropic. No texto, ele defendeu que empresas do setor cooperassem para reduzir o ritmo dos avanços e ampliar medidas de segurança.

Na mesma data, Sam Altman, presidente executivo da OpenAI; Elon Musk, presidente executivo da SpaceXAI; e Demis Hassabis, cofundador e presidente do Google DeepMind, manifestaram apoio público às propostas de Amodei, de acordo com a ação.

Alegações e posicionamentos

Os autores afirmam que um entendimento entre concorrentes para avançar mais lentamente do que ocorreria em um ambiente normal de competição teria efeito anticompetitivo sobre os consumidores. Nick Rowley, advogado principal da ação, declarou que a inteligência artificial pode escapar do controle humano caso protocolos de segurança sejam definidos por acordos privados entre empresas de tecnologia.

A existência de um acordo ilegal ainda não foi reconhecida pela Justiça. Anthropic, OpenAI, Google e SpaceXAI não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos neste sábado.

No ensaio que deu origem ao processo, Amodei reconheceu possíveis obstáculos relacionados às leis antitruste. Ele defendeu que o governo dos Estados Unidos mediasse as conversas entre os laboratórios ou permitisse discussões sobre segurança e sugeriu uma autorização limitada para determinados temas.

Altman afirmou posteriormente que a OpenAI apoiava uma estrutura federal com requisitos uniformes de segurança, mas disse não considerar necessário aguardar uma isenção antitruste ou uma nova lei para iniciar o trabalho.

Os autores da ação dizem não se opor a regras para IA aprovadas pelo Congresso, pela Casa Branca ou por órgãos federais. Também não contestam que as empresas peçam uma isenção das normas antitruste. A acusação se concentra na possibilidade de uma coordenação direta entre concorrentes sem autorização oficial.

Governo e Congresso

Donald Trump rejeitou pedidos por novas restrições à tecnologia e classificou esforços para limitar o setor como parte de uma “conspiração”. O presidente dos Estados Unidos também questionou por que executivos da indústria defenderiam uma regulamentação que, na avaliação dele, poderia levar as empresas à ruína e à falência.

Trump informou neste sábado que pretende criar uma força-tarefa sobre inteligência artificial e nomear um responsável pela área, mas não apresentou detalhes. Em audiência no Senado, o senador republicano Josh Hawley, do Missouri, afirmou que não aceitaria uma isenção antitruste para que as empresas colaborassem, sob o argumento de que isso poderia sufocar a concorrência.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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