Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Brasil

Trocafone é alvo de investigação sobre circulação de celulares sem nota fiscal

Operação Frankmobile cumpre 84 mandados em São Paulo e Goiás e mira empresas suspeitas de integrar rede de aparelhos roubados.

Trocafone é alvo de investigação sobre circulação de celulares sem nota fiscal
Foto: Werther Santana/Estadao Foto: Werther Santana/Estadao

Uma filial da Trocafone vendeu ou movimentou 759.317 celulares sem nota fiscal de entrada correspondente ao IMEI, conforme os autos do processo da Operação Frankmobile. Para o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), o dado indica a entrada de aparelhos furtados ou roubados de outros grupos investigados.

Deflagrada nesta quinta-feira (10), a operação apura um esquema de furto, roubo, receptação e comercialização de celulares. A ação também alcança outras empresas de revenda de aparelhos usados, além de suspeitos, depósitos e laboratórios onde os dispositivos eram desbloqueados e tinham os IMEIs trocados.

Investigação e medidas solicitadas

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) conduziu a investigação ao longo de dois anos. O Ministério Público pediu a suspensão das atividades econômicas da Trocafone, da Global Phone Celulares, da Agasus Seminovos e da PLL Inovação.

Também foi solicitado o bloqueio de valores relacionados aos investigados. No caso da Trocafone, o montante associado é de R$ 95,7 milhões. Segundo o Gaeco, a empresa estaria no “topo na cadeia de comercialização” e funcionaria como núcleo financeiro da rede investigada. A Promotoria afirma que a compra e a revenda de celulares usados poderiam conferir aparência legal a aparelhos roubados ou furtados.

Ao todo, são cumpridos 84 mandados de busca em cidades de São Paulo e Goiás. Cerca de 1,7 mil agentes das Polícias Civil e Penal, da Receita Estadual e promotores do Gaeco participam da ação. A operação também conta com cães farejadores da Polícia Penal para auxiliar na localização dos dispositivos.

Posicionamento da empresa

A Trocafone informou que entregou a documentação e as informações solicitadas pelas autoridades e que analisa os documentos do caso com seus assessores jurídicos. A companhia declarou que “repudia a comercialização de aparelhos de origem ilícita” e apoia o combate à prática.

A empresa também afirma manter procedimentos para impedir a entrada de equipamentos com indícios de irregularidade, incluindo checagens para identificar aparelhos com bloqueios de IMEI, separação de dispositivos e colaboração com autoridades policiais. A Trocafone diz que permanece à disposição para prestar esclarecimentos e fornecer documentos durante a operação.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5