O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira (11), após avançar mais de 6% na sessão anterior. O Brent para novembro recuou 2,81%, a US$ 104,61 por barril, e o WTI para outubro caiu 2,3%, a US$ 100,05. Durante o dia, o Brent chegou a US$ 109,97 antes de inverter o movimento.
A baixa foi associada à possibilidade de uma reunião entre ministros das Relações Exteriores de países do Golfo e do Irã. O encontro discutiria um acordo temporário para organizar a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, rota utilizada para o escoamento de petróleo do Oriente Médio.
A expectativa reduziu parte do prêmio de risco incorporado às cotações, mas não eliminou a preocupação com a oferta. Na semana, o Brent acumulou alta de 8,65%, e o WTI, de 9,37%. Em um mês, os ganhos chegaram a 16,87% e 20,41%, respectivamente. Em 12 meses, o Brent avançou 56,56%, enquanto o WTI subiu 58,22%.
A Agência Internacional de Energia passou a projetar uma contração mais acentuada da oferta mundial de petróleo em 2026. A entidade também adiou para 2027 a recuperação esperada da produção no Golfo.
Derivados mantêm pressão sobre preços
O diesel nos Estados Unidos atingiu US$ 6,0556 por galão, novo recorde, segundo a Associação Automobilística Americana. A Agência Internacional de Energia estima que o combustível esteja cerca de 94% acima dos níveis anteriores ao conflito, pressionando transporte, fretes e custos de produção.
No Brasil, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas informou que as companhias gastaram R$ 3,8 bilhões a mais com querosene de aviação desde o início da guerra. O combustível chegou a R$ 4,89 por litro em julho, alta de 35% em um ano. Em algumas rotas domésticas, as tarifas aéreas mais que dobraram.








