Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Bancos centrais ampliam chance de novas altas de juros neste mês

BCE, BoJ e Fed enfrentam pressões inflacionárias ligadas à energia e à atividade econômica mais resistente do que o esperado.

Bancos centrais ampliam chance de novas altas de juros neste mês
Foto: Allison Joyce/AFP

A possibilidade de um novo ciclo de alta dos juros pelos principais bancos centrais aumentou, impulsionada pela alta dos combustíveis e pela resistência da atividade econômica aos efeitos da guerra no Irã.

As atenções estão voltadas para o Banco Central Europeu (BCE), o Banco do Japão (BoJ) e o Federal Reserve (Fed), cujas decisões influenciam as curvas de juros e o câmbio em diversos países. Bancos centrais de outras economias do G-10 também enfrentam pressões semelhantes.

Na semana passada, o banco central da Nova Zelândia aumentou a taxa básica em 0,25 ponto porcentual, para 2,75%. No Canadá, os juros permaneceram em 2,25%, mas o presidente do banco central afirmou que poderá elevar a taxa mais de uma vez, se necessário. Na Austrália, analistas passaram a projetar a quarta alta do ano, para 4,60%, na reunião marcada para o próximo dia 29.

A decisão do BCE será nesta quinta-feira, 10. A maioria dos analistas prevê aumento de 0,25 ponto, para 2,50%. A expectativa anterior era de que o banco encerrasse o ciclo de altas em setembro. A possibilidade de um novo choque nos preços de energia com a aproximação do inverno, porém, levou parte dos analistas a projetar outro aumento até o fim do ano.

O gás natural europeu atingiu na semana passada o maior preço desde janeiro de 2023, após novos ataques militares dos Estados Unidos contra o Irã. Os estoques de gás para o inverno em reservatórios de vários países europeus estão abaixo da média dos últimos 15 anos.

O BoJ também deve elevar os juros para 1,25% na próxima semana, segundo a expectativa predominante. O banco enfrenta a desvalorização recente do iene em relação ao dólar, que motivou uma intervenção conjunta do Japão e dos Estados Unidos, além dos efeitos de uma política fiscal expansionista sobre a inflação.

No Fed, a alta não é considerada certa, mas a probabilidade subiu para 62% após a criação de empregos nos Estados Unidos superar as previsões em agosto. A inflação do mês passado será divulgada nesta sexta. Se o núcleo, especialmente os preços de serviços, continuar distante da meta de 2%, o Fed poderá elevar os juros, apesar da pressão pública de Donald Trump por um corte.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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