Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Proposta britânica pode bloquear nudez por padrão em aparelhos de menores

Medida prevê mudanças no Android e no iOS e exige bloqueios em dispositivos e aplicativos usados por crianças e adolescentes.

Proposta britânica pode bloquear nudez por padrão em aparelhos de menores
Foto: Carsten Koall/Getty Images

A proposta do governo do Reino Unido prevê que celulares e outros aparelhos usados por crianças e adolescentes tenham bloqueios contra a criação, a visualização e o compartilhamento de imagens com nudez. A regra também poderá exigir alterações nos sistemas operacionais Android e iOS.

O projeto foi apresentado na terça-feira (8) pela secretária britânica de Cultura, Lisa Nandy. A iniciativa ainda está em fase de rascunho e não tem data para ser promulgada, embora o governo britânico diga que pretende oficializá-la e colocá-la em vigor.

A medida seria ativada por padrão nos dispositivos destinados a menores e funcionaria diretamente no aparelho e no sistema operacional. O mecanismo pode incluir novas formas de verificação de idade. Aplicativos usados por crianças também poderão receber orientação para adotar bloqueios semelhantes; nenhum serviço foi citado nominalmente.

A proposta tem como objetivo reduzir o contato de menores com esse tipo de conteúdo e dificultar situações relacionadas à produção de imagens de abuso infantil. A restrição alcançaria fotos e vídeos com nudez dentro dos dispositivos.

Pressão sobre Apple e Google

Nos últimos três meses, o governo pediu que Apple e Google adotassem medidas próprias para conter a circulação de imagens de abuso infantil. As duas empresas fizeram alterações, mas as ações foram consideradas insuficientes pelas autoridades britânicas.

Em nota, a Apple afirmou que lançou recursos de segurança para crianças há alguns anos e que “continua expandindo as capacidades”. A empresa também declarou compartilhar o compromisso do Reino Unido no combate ao abuso online.

O Google informou que tem interesse em colaborar e disse já ter “feito progressos” nessa área. A empresa também afirmou ser referência no combate a imagens íntimas não consensuais em seu ecossistema.

A União Europeia busca medidas paralelas e propõe, entre outras ações, restringir o acesso de menores de 13 anos às redes sociais.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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