A Leapmotor ampliou a linha do B10 no Brasil com uma versão ultra-híbrida, equipada com extensor de autonomia. O modelo chega às concessionárias por R$ 179.990, valor R$ 3.000 abaixo da configuração elétrica, que começou a ser vendida por R$ 182.990.
A nova versão combina um motor elétrico traseiro de 218 cv e 24,5 kgfm com um propulsor a combustão 1.5 aspirado, de 88 cv. Abastecido apenas com gasolina, o motor não movimenta as rodas: sua função é atuar como gerador para recarregar a bateria. A tração permanece exclusivamente elétrica e traseira.
Mais equipamentos e maior alcance
O B10 híbrido mantém itens como ar-condicionado automático de duas zonas, assistente de permanência em faixa, câmera 360°, carregador sem fio, central multimídia de 14,6” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, piloto automático adaptativo, detector de ponto cego, teto panorâmico e quadro de instrumentos digital de 10,25”.
A configuração também acrescenta bancos dianteiros com ajuste elétrico e resfriamento, porta-malas com abertura elétrica, rebatimento automático dos retrovisores, iluminação interna personalizável, 12 alto-falantes e uma lanterna traseira em LED com linha contínua. A versão elétrica tem seis alto-falantes e bancos dianteiros com aquecimento.
A bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) tem 18,8 kWh. Segundo o Inmetro, a autonomia elétrica é de 68 km. Já o alcance total chega a 900 km no ciclo WLTP, diante de 288 km da versão elétrica.
A recarga em corrente alternada, a 6,6 kW, leva 3h30. Em uma estação de corrente contínua de 46 kW, a bateria vai de 30% a 80% em 18 minutos. O veículo usa conector CCS2.
Desempenho e dimensões
O motor elétrico entrega torque imediato e leva o SUV de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos. O tempo é 2 s maior que o da versão elétrica, diferença associada ao peso de 1.785 kg do híbrido.
O modelo mede 4,53 m de comprimento, 1,89 m de largura, 1,66 m de altura e tem entre-eixos de 2,74 m, conforme a ficha técnica. O porta-malas comporta 350 litros e o tanque de gasolina tem 50 litros. A redução do espaço para bagagens, que era de 405 litros no elétrico, ocorre pela instalação do tanque.
O motor a combustão tem quatro cilindros, ciclo Atkinson e taxa de compressão de 15,3:1. Durante a condução, seu ruído e suas vibrações são pouco perceptíveis. A suspensão mantém comportamento próximo ao da versão elétrica, com pouca inclinação lateral nas curvas.
Entre os pontos de atenção estão o uso do cartão como chave, que exige contato com o retrovisor para travar ou destravar as portas, e a concentração de comandos na central multimídia. Ajustes do retrovisor, do ar-condicionado e da persiana do teto panorâmico são feitos pela tela.
O B10 híbrido ocupa uma faixa de preço abaixo de modelos plug-in como o BYD Song Pro, de R$ 189.990. Também supera em tamanho e complexidade mecânica o Toyota Yaris Cross XRE Hybrid, que custa R$ 172.390.








