Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Fiat Toro Ultra MHEV melhora consumo urbano, mas mantém limites do sistema híbrido leve

Versão de R$ 206.490 combina motor 1.3 turbo flex a sistema de 48V, com ganho mais perceptível no trânsito urbano.

A Fiat Toro Ultra MHEV passou a combinar o motor 1.3 turbo flex com um sistema híbrido-leve de 48V na linha 2027. A tecnologia melhora o consumo principalmente na cidade, mas não permite rodar apenas com eletricidade nem oferece tração integral.

A versão avaliada custa R$ 206.490 e é a configuração flex mais cara da linha. Ela mantém a proposta visual esportiva da Toro Ultra, com elementos escurecidos, estribos laterais, rodas de liga leve de 18 polegadas e cobertura rígida da caçamba.

Como funciona o sistema de 48V

O conjunto usa o motor 1.3 Turbo 270 flex, com 176 cv e 27,5 kgfm, associado a um motor-gerador acionado por correia. A unidade elétrica entrega até 15,5 cv e 6,6 kgfm de assistência momentânea.

A bateria de íons de lítio tem aproximadamente 0,8 kWh. O sistema substitui o alternador e o motor de partida convencionais, recupera energia nas desacelerações, acelera o funcionamento do start-stop e auxilia o motor a combustão nas saídas e retomadas.

A Toro MHEV não precisa ser conectada a uma tomada, mas também não se movimenta exclusivamente com eletricidade. A transmissão é automática de seis marchas e a tração é dianteira. As versões com tração integral usam o motor 2.2 turbodiesel.

Consumo e comportamento

Com etanol, os dados homologados pelo Inmetro apontam 7,3 km/l na cidade e 7,6 km/l na estrada. Com gasolina, as médias são de 10,5 km/l no ciclo urbano e 10,7 km/l no rodoviário. Na avaliação, a média foi de 10,2km/l com gasolina.

A Fiat afirma que o sistema pode reduzir o consumo urbano em até 12% e as emissões de CO₂ em aproximadamente 11%. A vantagem tende a ser maior no trânsito, com desacelerações, frenagens e paradas frequentes. Na estrada, o ganho é menor.

A picape mantém construção monobloco, suspensão independente McPherson na dianteira e multilink na traseira. Com aproximadamente 1.712 kg e pneus 225/60 R18, apresenta comportamento mais próximo ao de um SUV. A direção tem assistência elétrica e os freios usam discos nas quatro rodas.

Na condução, a Toro permanece estável, com torque e bom conforto acústico, sem mudanças relevantes em relação à versão 1.3 convencional.

Equipamentos, segurança e caçamba

A cabine traz bancos de couro com acabamento vermelho, painel digital de sete polegadas e central multimídia vertical de 10,1 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Também estão disponíveis ar-condicionado automático de duas zonas, chave presencial, partida remota, carregador por indução, entradas USB dos tipos A e C, freio de estacionamento eletrônico e Auto Hold.

Toda a linha Toro 2027 passou a contar com alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência e alerta de mudança de faixa. Na Ultra, o pacote inclui ainda comutação automática do farol alto, monitoramento de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro.

A picape tem sensores de estacionamento, câmera de ré, controles eletrônicos de estabilidade e tração e o sistema TC+. Não há controle de cruzeiro adaptativo.

A caçamba mantém 937 litros e capacidade para 670 kg nas versões híbridas. A tampa dividida facilita o acesso, enquanto a cobertura rígida Dynamic Bed Cover protege a carga e aproxima o compartimento da função de um porta-malas. A Ultra também acompanha uma bolsa de bagagem da Mopar.

Preço e posicionamento

A Toro Ultra MHEV custa R$ 9 mil a mais que a Volcano MHEV, tabelada em R$ 197.490. Acima dela estão a Volcano 2.2 turbodiesel, por R$ 220.490, e a Ranch diesel, por R$ 238.490.

O sistema híbrido-leve atende melhor ao uso urbano e no asfalto. Para carga, reboque e terrenos que exigem tração 4x4, o motor diesel mantém vantagem. A ausência de tração integral limita a atuação da Ultra fora de estrada.

A tecnologia representa uma melhoria de eficiência e funcionamento cotidiano, mas não entrega a experiência de condução ou a economia de um híbrido pleno ou plug-in. O ganho de consumo também precisa ser comparado à diferença de preço para as versões convencionais.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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