Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Estoque de T-Cross, Renegade e Creta cresce com avanço dos carros chineses

Indicadores mostram aumento do tempo de venda de SUVs compactos; hatches tradicionais ainda sentem pressão menor, mas novos lançamentos ampliam a disputa.

O tempo de permanência nas lojas aumentou para Volkswagen T-Cross, Jeep Renegade e Hyundai Creta, enquanto os preços de unidades usadas e seminovas passaram a sofrer maior pressão. O movimento ocorre com a chegada de novos modelos chineses, vendidos como alternativas de custo-benefício no mercado de zero-quilômetro.

O indicador Market Day Supply (MDS), calculado pela Indicata, empresa do grupo Autorola especializada em inteligência de dados para operações com veículos usados, mostra a mudança. O índice compara o volume de carros em estoque com a quantidade vendida nos últimos dias. Quanto menor o resultado, mais rápido o veículo costuma ser vendido. A média do mercado brasileiro é 55.

SUVs compactos perdem velocidade nas revendas

No começo de 2025, o estoque de Volkswagen T-Cross nas lojas correspondia a até 44 dias de abastecimento do mercado. Atualmente, o MDS do modelo chegou a 54. A alta indica redução da atratividade e maior tempo para a revenda de cada unidade, movimento que contribui para a queda dos preços.

O Jeep Renegade passou de 47 dias no começo do ano passado para 57 atualmente. O Hyundai Creta teve trajetória semelhante, com aumento de 47 para 58 no mesmo período. Os dois modelos, portanto, ultrapassaram a média nacional do indicador.

A mudança também aparece nos anúncios. Unidades do T-Cross ano-modelo 2024 podem ser encontradas por R$ 10 mil abaixo da Tabela Fipe, e há casos em que a diferença chega a R$ 20 mil. Para Hyundai Creta e Jeep Renegade, os descontos alcançam R$ 15 mil em relação ao valor da versão equivalente na tabela.

Os preços menores não se restringem a veículos com alta quilometragem. Modelos bem conservados e com baixa quilometragem também aparecem abaixo da referência da Fipe. Para as revendas, ficou mais difícil manter valores superiores à tabela, embora o estoque ainda não esteja parado em grande escala.

Entre os veículos que ampliaram a disputa estão BYD Song Pro, GWM Haval H6, GAC GS3, GAC GS4, Geely EX5 EM-i e Omoda 5. A pressão já havia começado nos SUVs médios seminovos e agora alcança os compactos.

“Ter um giro de estoque saudável é muito importante e, quando isso não acontece, surgem grandes problemas por causa do capital parado”, afirmou Lucio Groch, gerente de vendas da Indicata. Segundo ele, grupos concessionários já enfrentam dificuldades com a perda de velocidade dos estoques.

Hatches ainda preservam vantagem

Na avaliação de Groch, os hatches compactos ainda não sofrem o mesmo impacto, mas devem ser afetados. A concorrência chinesa ganhou força desde o final do ano passado com a renovação do BYD Dolphin Mini e o lançamento do Geely EX2. Em 2026, chegaram ao segmento GAC Aion UT e MG 4 Urban. Baic Arcfox T1 e DFM Box ainda devem estrear no país.

Até o final do ano passado, BYD Dolphin e BYD Dolphin Mini concentravam o maior volume de vendas entre os elétricos chineses do segmento. Agora, o número de concorrentes mais do que dobrou. Os preços começam em R$ 120 mil e chegam a R$ 160 mil, faixa que disputa consumidores com Hyundai i20, Volkswagen Polo e Chevrolet Onix.

“A pressão sobre os hatches tradicionais no mercado de seminovos ainda é muito pequena”, disse Groch. Para o gerente, o efeito deve crescer com os próximos lançamentos, incluindo o DFM Box, que pode chegar próximo dos R$ 110 mil.

Anúncios de Hyundai HB20, Fiat Argo e Volkswagen Polo ano-modelo 2024, com dois anos de uso e valores abaixo de R$ 100 mil, ainda mostram poucas ofertas inferiores à Tabela Fipe. Mesmo assim, esse tipo de anúncio já começa a aparecer.

O MDS dos hatches compactos flex permanece abaixo da média nacional: Volkswagen Polo registra 49, Hyundai HB20 tem 50 e Chevrolet Onix aparece com 52. Os números são superiores aos dos elétricos BYD Dolphin Mini (28), BYD Dolphin (38) e Geely EX2 (40).

O Dolphin Mini tem o menor coeficiente de tempo de estoque no Brasil, segundo a Indicata. A empresa ressalva que os elétricos foram lançados há menos tempo e têm presença menor no mercado de seminovos. Com menos unidades oferecidas, o período de permanência nas lojas também tende a ser menor.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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