Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Projeção Equal Earth ganha apoio da ONU para substituir uso gradual de Mercator

Resolução apoiada por 164 países recomenda modelos que representem com mais precisão a área dos continentes, especialmente a África.

Projeção Equal Earth ganha apoio da ONU para substituir uso gradual de Mercator

A projeção Equal Earth, criada em 2018, deverá ser adotada pela ONU e por agências como a UNESCO após uma resolução aprovada pela Assembleia Geral nesta sexta-feira (4). O documento recomenda a substituição gradual da projeção de Mercator por modelos que representem com mais precisão a área dos continentes.

A proposta, chamada Correct the Map ("Corrija o mapa", em português), não proíbe o uso de Mercator, utilizado desde 1569. A resolução, porém, pede que os Estados-Membros, as organizações internacionais e outras entidades adotem e divulguem a Equal Earth, que, conforme o documento, "oferece uma representação mais precisa" do tamanho dos continentes.

A medida teve apoio de 164 países, foi rejeitada pelos EUA e registrou seis abstenções. Entre os objetivos apresentados pelos apoiadores está corrigir a representação desproporcionalmente pequena da África em mapas usados ao longo de séculos.

Debate sobre a representação

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo, Robert Dussey, afirmou à Assembleia Geral que as projeções cartográficas presentes em livros didáticos, meios de comunicação, plataformas digitais e documentos oficiais "têm um impacto duradouro na percepção que gerações inteiras têm do nosso mundo".

Dussey também declarou que essas percepções ajudaram a "minimizar simbolicamente a dimensão de África e de outras regiões, gerando uma visão distorcida da geografia mundial".

Durante a sessão, a delegação dos EUA disse considerar a resolução ligada a um projeto ideológico mais amplo e radical. Também criticou a Assembleia Geral por discutir mapas do século XIX enquanto trata de reparações e justiça cognitiva.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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