O primeiro-ministro do Níger, Lamine Zeine Ali Mahaman, acusou nesta sexta-feira (25), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, potências estrangeiras de tentar recolonizar o Sahel sob o argumento de combater o terrorismo.
Mahaman criticou os discursos que, segundo ele, colocam as nações africanas em uma posição de dependência da ajuda internacional, enquanto as riquezas do continente são exploradas em benefício de terceiros. Ao tratar do terrorismo, afirmou que o termo também é usado para encobrir interesses ligados ao urânio.
O primeiro-ministro questionou a estrutura do sistema multilateral e destacou que a África reúne mais de 1,4 bilhão de habitantes e 54 Estados, mas não tem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
“A maquinaria cínica da recolonização”, disse Mahaman, estaria por trás daquilo que alguns classificam como terrorismo, em um processo motivado pela cobiça pelo urânio.









