Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Lavrov critica Ocidente e defende posição russa na Assembleia Geral da ONU

Chanceler russo acusou países europeus de dificultar negociações sobre a guerra na Ucrânia e abordou crises no Oriente Médio, Venezuela e Cuba.

Lavrov critica Ocidente e defende posição russa na Assembleia Geral da ONU

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, criticou a política de força dos países ocidentais durante discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU. Ele afirmou que países europeus tentam impedir negociações para encerrar a guerra na Ucrânia e acusou o Ocidente de fornecer armas a Kiev.

Lavrov disse que as armas são usadas para direcionar drones e mísseis contra civis e infraestrutura civil. Também rejeitou a possibilidade de uma derrota militar russa e afirmou que Moscou manterá sua campanha até alcançar os objetivos definidos pelo governo.

“Nossa luta pela verdade e pela justiça irá até o fim”, declarou o chanceler. Ele acrescentou que as ameaças à segurança da Rússia serão eliminadas e que a vida pacífica será restabelecida.

Disputa sobre a ordem internacional

Lavrov vinculou a guerra à disputa sobre a ordem internacional e afirmou que o Ocidente recorre cada vez mais à força. Ao citar uma avaliação do presidente russo, Vladimir Putin, disse que a hegemonia de um único país se tornou perigosa para os demais.

Sobre o Oriente Médio, o ministro defendeu a criação de um Estado palestino e alertou para o crescimento dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. Segundo ele, a expansão pode impedir a formação do Estado palestino. Lavrov também classificou como inaceitável o assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e acusou Estados Unidos e Israel de atingir instalações nucleares iranianas protegidas pela Agência Internacional de Energia Atômica.

Na discussão sobre a Venezuela, o chanceler pediu a libertação de Nicolás Maduro e de sua esposa, a deputada Cilia Flores. Em relação a Cuba, declarou solidariedade ao povo e ao governo cubanos e defendeu o fim das restrições impostas à ilha, incluindo o bloqueio marítimo e a presença do país na lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo.

O ministro ainda acusou o governo ucraniano de restringir o uso da língua russa e criticou a União Europeia por não reagir, segundo sua avaliação, a violações de direitos na Ucrânia. Ele lembrou que o encerramento dos trabalhos do Tribunal de Nuremberg completará 80 anos em 1º de outubro.

Lavrov chegou a Nova York na quarta-feira (23) para participar das reuniões da Assembleia Geral. Durante a viagem, encontrou-se com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para tratar das relações entre Moscou e Washington e da guerra na Ucrânia.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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