Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Irã mantém exigências para reabrir o Estreito de Ormuz após recusa de Trump

Plano prevê a retomada da passagem de navios em até sete dias após medidas exigidas dos Estados Unidos.

Irã mantém exigências para reabrir o Estreito de Ormuz após recusa de Trump

O Irã manterá as condições para reabrir o Estreito de Ormuz, mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar a proposta apresentada pelo país. O plano prevê a normalização da passagem de navios em até sete dias depois do cumprimento de exigências dirigidas a Washington.

Trump recusou a proposta no sábado (26). O presidente americano disse que gostaria de chegar a um acordo, mas classificou os termos iranianos como “inaceitáveis”. O chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã não pretende recuar e ainda espera uma resposta formal enviada por mediadores.

Exigências do plano

Apresentado durante a Assembleia Geral da ONU e encaminhado aos Estados Unidos por meio do Catar, o roteiro condiciona a reabertura do estreito ao fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos, à suspensão das restrições à venda de petróleo do país e à liberação de recursos congelados.

O Irã também exige a interrupção das hostilidades na região, incluindo os combates no Líbano. Segundo Araghchi, a contagem do prazo para normalizar a passagem começaria somente depois que Washington aceitasse o plano.

As partes, porém, divergem sobre os passos seguintes. O governo iraniano admite negociar um acordo mais amplo, mas um alto funcionário de Teerã disse que o país não pretende aceitar concessões sobre o enriquecimento de urânio nem enviar ao exterior seu estoque de urânio altamente enriquecido. O programa nuclear está entre as principais exigências dos Estados Unidos nas negociações.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou não confiar mais nas negociações com Washington. Ainda assim, manteve aberta a possibilidade de uma solução diplomática durante seu discurso na ONU. As conversas entre os dois países ocorreram principalmente por canais indiretos durante a semana da Assembleia Geral.

O tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu desde o início da guerra, em fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e ameaças iranianas a embarcações na região. Com a rejeição americana, a retomada da navegação regular permanece sem prazo definido.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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