Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Irã amplia pressão contra Trump antes das eleições de meio de mandato

Teerã mantém ataques no Estreito de Ormuz, apresenta exigências para encerrar a guerra e tenta elevar o custo político do conflito para o presidente americano.

Irã amplia pressão contra Trump antes das eleições de meio de mandato
Foto: Julio Cortez/AP

O Irã intensificou a pressão militar e política contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a menos de dois meses das eleições de meio de mandato. Teerã reivindicou ataques contra 10 embarcações no Estreito de Ormuz, anunciou a ampliação da área sujeita a autorização para navegação e apresentou exigências para o encerramento da guerra.

O conflito já dura mais de seis meses. O Estreito de Ormuz permanece bloqueado, enquanto ofensivas contra navios contribuíram para a alta dos preços do petróleo. A passagem é estratégica para o comércio mundial de petróleo e gás.

A escalada ocorre depois de 40 dias de bombardeios israelenses e americanos, entre o início da guerra, em 28 de fevereiro, e a trégua de abril. Apesar da morte de autoridades iranianas e da chegada de um novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, o governo de Teerã manteve a estratégia de confronto com os Estados Unidos.

Exigências iranianas

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a política do país mudou e que não haverá mais respostas proporcionais. A Guarda Revolucionária divulgou uma lista de condições que inclui a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano e o desbloqueio de quase 24 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados.

Na terça-feira, os Estados Unidos destruíram cinco petroleiros iranianos. Em retaliação, o Irã atacou uma instalação americana na Jordânia. O ataque provocou danos leves em oito aviões F-15, conforme a informação divulgada sobre a operação.

O secretário do Conselho Superior de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezai, disse que o país não avançará nas negociações até que os Estados Unidos adotem medidas para reconstruir a confiança. A exigência foi apresentada no domingo passado.

Analistas avaliam que o governo iraniano vê a campanha eleitoral americana como uma oportunidade para explorar a fragilidade dos Estados Unidos e alterar a correlação de forças na região. A estratégia inclui manter a pressão sobre Ormuz, ameaçar perturbações mais amplas e contribuir para a elevação dos preços dos combustíveis.

Disputa eleitoral

O pesquisador Ali Alfoneh afirmou que o Irã não tem capacidade para derrotar militarmente os Estados Unidos, mas tenta enfraquecer Trump no campo político. A avaliação é que a continuidade da guerra pode favorecer uma derrota republicana nas eleições ao manter o preço da gasolina elevado e associar o presidente a uma guerra sem fim.

Na quarta-feira, Trump acusou Teerã de tentar influenciar a votação. O presidente afirmou: “Acho que a guerra terminará imediatamente depois das eleições, porque o Irã não consegue resistir mais”.

Conselheiros de Trump o advertiram que o Irã poderia manter a resistência para além do fim do mandato presidencial, previsto para janeiro de 2029. Ao mesmo tempo, o governo iraniano enfrenta uma crise econômica e manifestações reprimidas de forma violenta no fim do ano passado.

O professor Thomas Juneau alertou para o risco de o Irã avançar além do limite e destacou a vulnerabilidade interna do governo, agravada pela deterioração econômica e pelo aumento da revolta popular.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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