O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira (8) que o país continuará resistindo militarmente até que os agressores demonstrem arrependimento completo. A declaração respondeu às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de intensificar os ataques.
Pezeshkian disse que a República Islâmica sempre se opôs à guerra e defendeu evitar ações que ampliem o conflito. Em publicação no X, afirmou que os interesses da população e a segurança regional dependem de não alimentar as tensões. Ao mesmo tempo, declarou que o Irã continuará se defendendo “com força” diante do que considera agressões.
A manifestação ocorreu durante uma escalada entre os dois países, acompanhada por novas ameaças iranianas contra forças americanas e contra a navegação no estreito de Ormuz. Teerã também defende a criação de uma zona de exclusão na área e quer direcionar os navios para uma rota definida pelo próprio Irã.
Nova doutrina e resposta americana
A mídia estatal iraniana informou que Teerã adotou uma doutrina que permitiria agir contra ameaças antes que elas sejam executadas. Autoridades também destacaram avanços nas capacidades dos mísseis balísticos do país.
No fim de semana, os Estados Unidos disseram que mísseis iranianos foram lançados contra navios de guerra americanos e anunciaram ataques contra três petroleiros iranianos. A Casa Branca rejeitou a reivindicação iraniana sobre Ormuz e declarou que o estreito permanece aberto.








