SÃO PAULO — O Hyundai i20 Ultimate 2027 reúne equipamentos de segurança, espaço interno e frenagem eficiente, mas apresenta limitações no acabamento, no desempenho e na altura da carroceria. A versão topo de linha custa R$ 139.990 e fica na mesma faixa de Volkswagen Tera High, Chevrolet Sonic RS, Renault Kardian Iconic e Fiat Pulse Audace MHEV.
Entre os principais recursos estão freio de estacionamento eletrônico, rodas de 17 polegadas, bancos de couro, faróis de LED com projetor, ar-condicionado digital e automático, carregamento de celular por indução e central multimídia de 10,25" com espelhamento sem fio. O modelo também oferece acesso por chave presencial, partida por botão e seis airbags.
Segurança e espaço interno
O pacote Adas inclui frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa, alerta de ponto cego e controle de cruzeiro adaptativo. Câmeras e radares dão suporte aos sistemas, cuja calibração apresentou intervenções precisas durante o uso.
O entre-eixos de 2,58 metros favorece a acomodação dos passageiros traseiros, inclusive adultos. O túnel central baixo ajuda a levar uma terceira pessoa, embora o console central prolongado reduza o espaço para as pernas na posição do meio. O porta-malas tem 346 litros, com formato regular, caixas de roda pouco invasivas e borda de acesso baixa.
A frenagem também é um destaque. No Rota 127 Campo de Provas, o i20 parou de 100 km/h a 0 em 37,1 metros. A 60 km/h, foram 13,4 metros. Apenas as versões de topo têm freios a disco nas quatro rodas.
Pontos que exigem atenção
O acabamento interno usa muitos plásticos rígidos no painel e nas portas. Apesar dos bons encaixes e das texturas aceitáveis, faltam materiais emborrachados, o que reduz a percepção de qualidade para um modelo de R$ 139.990.
O motor TGDi também não acompanha o visual do hatch. Com 115 cv e 17,5 kgfm, o i20 levou 11,3 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h. No uso cotidiano, o desempenho é aceitável, mas há atraso na resposta do acelerador. A eletrificação compatível com a plataforma K3 ainda não está disponível.
As luzes de ré continuam instaladas no para-choque traseiro. A posição pode aumentar a exposição a pequenas batidas e encostadas em guias, além de prejudicar a visibilidade em distâncias mais próximas.
O hatch ainda tem ângulo de ataque de 13,9° e vão livre do solo de 16,5 cm. Por isso, raspa com facilidade em valetas, lombadas e rampas de garagem, situação apontada na topografia de São Paulo.
O quadro de instrumentos é outro ponto controverso. Embora a Hyundai informe uma tela digital colorida de 12,3 polegadas, somente a área central de 4,2 polegadas é configurável. O restante usa números iluminados por LED de contorno fixo, simulando ponteiros. A solução fica abaixo do esperado para uma versão topo de linha.








