O banco turco Golden Global Yatirim Bankasi negou ter realizado operações com pessoas e empresas citadas pelo governo dos Estados Unidos após ser incluído em sanções relacionadas ao Irã. Em comunicado divulgado na Turquia, a instituição afirmou que os alvos mencionados não são seus clientes e que contestará a decisão pelas vias legais.
As medidas foram anunciadas nesta sexta-feira (4) pelo Departamento do Tesouro americano e também alcançaram duas empresas controladas pelo banco: Golden Global Portfoy Yonetimi e Golden Global Varlik Kiralama. Os ativos das três instituições nos Estados Unidos ou sob controle de pessoas americanas ficam bloqueados. Transações com as empresas passam a ser proibidas, exceto quando autorizadas pelo governo.
O Tesouro americano acusa o Golden Global de ajudar o regime do Irã a movimentar receitas obtidas com a venda de petróleo e de facilitar operações para a Força Quds, unidade da Guarda Revolucionária Islâmica. A pasta afirma que o banco participou de dezenas de milhões de dólares em transações ligadas à força e ofereceu serviços bancários que permitiam ao governo iraniano movimentar recursos internacionalmente.
Operações sob acusação
De acordo com o Tesouro, uma rede financeira usou o banco para transferir à Turquia receitas do petróleo vendido pelo Irã à China. Os valores poderiam ser convertidos em dinheiro e ouro. A instituição também é acusada de prestar serviços a entidades financeiras iranianas e de movimentar recursos associados a pessoas e empresas já sancionadas pelos Estados Unidos.
Entre os alvos está uma rede ligada ao empresário turco Sitki Ayan, sancionado pelos Estados Unidos desde 2022 por participar, segundo Washington, da venda de petróleo em benefício da Força Quds.
Ao anunciar as sanções, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que os Estados Unidos continuarão mirando instituições financeiras que mantenham canais de financiamento para Teerã. “Sabemos quem vocês são, sabemos onde vocês estão”, afirmou. Segundo ele, novas medidas serão adotadas com aliados e parceiros americanos.
Instituições financeiras estrangeiras que mantiverem determinadas operações com os alvos também poderão sofrer sanções secundárias. A ofensiva faz parte da operação “Pária Econômico”, anunciada pelo governo do presidente Donald Trump em agosto para ampliar o isolamento financeiro e a pressão contra o Irã.
Na semana passada, Washington avançou contra operações bancárias nos Emirados Árabes Unidos acusadas de facilitar o acesso iraniano ao sistema financeiro internacional. Bessent afirmou que novas instituições poderão ser incluídas na lista à medida que o Tesouro identifique contas e ativos ligados à Guarda Revolucionária no exterior.








