O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira, 21, que as companhias aéreas iranianas ficarão impossibilitadas de operar globalmente em dois dias por causa das sanções aplicadas por Washington contra Teerã.
Em entrevista à CNBC, Bessent disse que, em 23 de setembro, “todas as companhias aéreas iranianas cessarão suas operações em todo o mundo”. Ele afirmou que aeronaves dessas empresas não serão reabastecidas nem receberão serviços de pouso, além de não poderem vender passagens. Pessoas ou empresas que ajudarem as companhias também poderão ser excluídas do sistema do dólar.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ampliou as medidas no início deste mês. A decisão atingiu todas as companhias aéreas iranianas que ainda não haviam sido alvo desse tipo de penalidade e também empresas sediadas fora do Irã que apoiam o setor de aviação do país.
A aviação iraniana enfrenta há muito tempo restrições que dificultam a compra de aeronaves, peças de reposição e serviços de manutenção. Bessent já havia anunciado um “Dia D econômico” contra o Irã e prometido asfixiar financeiramente o país.
Relação com a China
As novas declarações ocorreram um dia depois de Bessent se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, para um diálogo econômico antes da cúpula entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping.
A China é apresentada como um dos principais parceiros econômicos e apoios diplomáticos do Irã. Washington e Teerã estão em guerra desde o fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva que matou o líder supremo da República Islâmica e altos comandantes militares.
O Irã respondeu bloqueando o Estreito de Ormuz, rota marítima usada no transporte de hidrocarbonetos. A medida provocou forte aumento dos preços mundiais do petróleo.








