Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Estudos indicam que a necessidade de sono varia e depende também do horário

Pesquisas associam a melhor saúde a períodos diferentes de sono e apontam que regularidade e alinhamento ao ciclo de luz também importam.

Estudos indicam que a necessidade de sono varia e depende também do horário

A quantidade de sono ligada à melhor saúde pode ser menor que oito horas, mas não existe uma duração única adequada para todos. Estudos analisados em uma revisão narrativa publicada na revista científica Brain Medicine relacionam o sono a diferenças individuais, à idade, ao sexo, ao órgão avaliado e aos horários de descanso.

O que mostram as comunidades sem luz artificial

Pesquisadores estudaram comunidades de caçadores-coletores na Tanzânia, na Namíbia e na Bolívia para observar como as pessoas dormem em condições com pouco ou nenhum acesso à luz artificial. Em um estudo inicial, os participantes dormiam entre 5,7 e 7,1 horas por noite.

A duração não foi acompanhada por longos cochilos durante o dia. Sem despertador, as pessoas tendiam a acordar perto do amanhecer, independentemente do dia da semana. Uma análise recente estimou em 6,4 horas a média de sono em sociedades não industrializadas.

Esses dados, porém, partem da premissa de que o tempo de sono natural corresponde à necessidade de cada pessoa. A revisão questiona se os grupos estudados estão livres de estresse, agendas lotadas e outras pressões que afetam o descanso. Também não está claro se enfrentam os mesmos problemas de saúde associados à falta de sono observados em sociedades modernas.

Relação entre sono e saúde

Em grandes estudos realizados em sociedades industrializadas, o período associado à melhor saúde também pode ficar abaixo de oito horas. Uma pesquisa que combinou exames de imagem do cérebro e do corpo com medidas moleculares estimou uma quantidade ideal entre 6,4 e 7,8 horas, conforme o sexo e o órgão analisado.

Dormir pouco ou dormir demais aparece associado a uma saúde mais precária, incluindo doenças cardíacas, derrame, declínio cognitivo e obesidade. Os cientistas, no entanto, ainda discutem se o excesso de sono provoca esses problemas ou se pode ser um sinal precoce deles.

As estimativas são baseadas em médias, e pessoas da mesma idade podem ter necessidades diferentes. Adultos jovens tendem a dormir mais que adultos mais velhos saudáveis quando têm oportunidade suficiente para descansar.

A National Sleep Foundation dos EUA recomenda que adultos de 26 a 64 anos durmam entre sete e nove horas por dia. A entidade também considera que períodos entre seis e dez horas podem ser adequados para alguns adultos.

O papel do horário e da regularidade

A duração não é o único aspecto relevante. A luz artificial atrasa o relógio biológico, que controla os horários de sono e vigília, e contribui para que o descanso fique desalinhado do ciclo natural de luz e escuridão.

Muitas pessoas dormem menos durante a semana de trabalho e prolongam o sono nos dias de folga. O sono irregular é comum entre trabalhadores em turnos e estudantes universitários e está associado a uma saúde mais precária.

Ainda assim, recuperar no fim de semana parte do sono perdido durante a semana parece ser melhor do que não recuperar nada, mesmo que isso reduza a regularidade do padrão. A quantidade total acumulada ao longo de uma semana ou mais também importa.

A revisão conclui que a regra de oito horas não contempla as diferenças individuais. A orientação geral é dormir o suficiente quando houver oportunidade e não dar peso excessivo a uma noite mal dormida ocasional.

Derk-Jan Dijk recebe financiamento do UK-DRI, MRC, NIHR, EPSRC e ASAP. Anne Skeldon recebe financiamento do UK-DRI, MRC, NIHR e EPSRC.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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